Pensões: sem poupança, sem pilares, sem rede
Portugal não prescindiu dos sistemas de pensões individuais e profissionais por distração ou atraso técnico. Prescindiu deles porque acreditou, durante demasiado tempo, que o sistema público seria suficiente para todos e para sempre. Essa convicção já há algum tempo que bateu de frente contra a demografia, a matemática e a realidade económica.
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Durante décadas, Portugal apostou quase exclusivamente no sistema público de pensões, relegando para segundo plano as soluções individuais, profissionais e ocupacionais que hoje são a espinha dorsal da segurança na velhice em grande parte do mundo desenvolvido. O resultado está à vista: um país que envelhece rapidamente, com fraca poupança interna, rendimentos comprimidos e sem mecanismos complementares capazes de aliviar a pressão crescente sobre o Estado.
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