Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 17 de junho de 2018 às 17:13

Investidores à defesa antes de bancos centrais  

Apenas os fundos de obrigações globais sofreram resgates de 5,5 mil milhões de dólares na semana terminada a 13 de Junho, segundo os dados da EPFR Global, citados pelo Financial Times.

Há muito que a reunião da Reserva Federal dos EUA e do Banco Central Europeu (BCE) não coincidia na mesma semana, mas foi precisamente isso que aconteceu na última semana. Não bastasse o calendário, os especialistas antecipavam ainda decisões importantes por parte destas duas entidades nestes encontros. Expectativas que viriam a confirmar-se, com a Fed a subir juros e o BCE a indicar uma data para o fim do programa de compra de activos.

Para se protegerem de reacções exageradas nas suas carteiras, muitos investidores decidiram reduzir a exposição às obrigações e aos mercados emergentes. Apenas os fundos de obrigações globais sofreram resgates de 5,5 mil milhões de dólares na semana terminada a 13 de Junho, segundo os dados da EPFR Global, citados pelo Financial Times. Trata-se da maior onda de saídas desde meados de Fevereiro. Os resgates foram, contudo, mais expressivos nos fundos que investem em dívida europeia. Estes produtos registaram subscrições líquidas negativas de 2,4 mil milhões, o maior fluxo de saídas em mais de um ano. Já os emergentes sofreram a oitava semana consecutiva de resgates. Em momentos de elevada incerteza, nada como jogar pelo seguro e evitar surpresas desagradáveis.

 

Jornalista

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