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Durão Barroso acumula salário com pensão de 7.000 euros

José Manuel Durão Barroso pediu a reforma antecipada e já está a receber uma quantia mensal de 7.000 euros pelos dez anos de presidência da Comissão Europeia, avança o jornal dinamarquês Politiken.

Reuters
Negócios 28 de Setembro de 2016 às 11:00
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José Manuel Durão Barroso pediu a reforma antecipada da Comissão Europeia e está, neste momento, a acumular a pensão com o salário da Goldman Sachs. A notícia é avançada esta quarta-feira, 28 de Setembro, pelo jornal dinamarquês Politiken e é mais uma acha na fogueira para a polémica contratação do português pelo banco de investimento.

Segundo o jornal, na Comissão Europeia, a regra é que se peça a reforma quando se atinge a idade legal e se sai do mercado de trabalho. Contudo, há excepções que permitem a transição para a reforma assim que se completem os 60 anos de idade. 

Foi esta regra que Durão Barroso aproveitou em Março, quando completou os 60 anos, descreve o jornal, tendo passado a auferir uma pensão de 7.000 euros mensais, devidas pelo exercício de presidente da Comissão Europeia entre 2004 e 2014. Estes 7.000 euros já incorporam o corte pela antecipação da reforma que, se tivesse sido pedidas apenas na idade legal, ascenderia a cerca de 10.000 euros mensais, segundo contas do jornal.
 

Esta pensão é agora acumulada com o cargo de presidente não executivo da Goldman Sachs International e consultor para o Brexit, uma contratação que lhe tem valido muitos dissabores em termos de imagem pública. 

Entretanto a agência Lusa especifica que a pensão está a ser recebida desde 1 de Abril deste ano, e que os regulamentos internos da Comissão não proibem a sua acumulação com outras fontes de rendimento. 

Durão tem sido duramente criticado interna e externamente pelo facto de ter aceite o lugar, e nem o seu sucessor lhe poupou críticas sobre uma escolha que, sendo legal, é questionável do ponto de vista ético. 

O ex-primeiro ministro português já veio a público defender-se por mais que uma vez, e, mais recentemente, à margem de um congresso internacional que decorreu no Estoril, sugeriu que está a ser perseguido por ser português. 


"Por que razão há contra mim? A minha opinião é porque sou português. (...)  Não fui para nenhum cartel da droga, estou a trabalhar numa entidade legal", defendeu.

Durão reitera que fez tudo de forma "transparente, regular, escrupulosamente certa" e, por isso, não aceita que lhes sejam atribuídas "intenções malévolas e comportamentos incorrectos" e garante que foi para o novo cargo porque o banco lhe deu garantias de que queria reforçar a sua cultura de transparência e responsabilidade - "O meu trabalho será promover uma cultura de responsabilização, ética e transparência", afiança.

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