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PSD diz que Centeno "não tinha condições para continuar" e espera que não seja "remodelação premiada"

"Não podemos usar o Estado como forma de premiar comportamentos ou amigos, as instituições têm a sua dignidade", afirmou Duarte Pacheco, em representação do PSD.

Bruno Simão
Negócios com Lusa 09 de Junho de 2020 às 14:25
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O PSD afirmou que, tal como defendeu há duas semanas, Mário Centeno "não tinha condições para continuar" como ministro das Finanças, dizendo esperar que não seja "uma remodelação premiada" com a ida para governador do Banco de Portugal.

"Há duas semanas, o presidente do PSD, Rui Rio, disse que Mário Centeno não tinha condições para continuar como ministro das Finanças. Confirmou-se aquilo que o presidente do PSD na altura afirmou, todos percebemos que nestas duas semanas estivemos a viver um ligeiro teatro", afirmou o deputado Duarte Pacheco, em declarações aos jornalistas no parlamento.

O deputado acrescenta que o partido espera que esta não seja "uma remodelação premiada à revelia do parlamento", referindo-se à possibilidade de Mário Centeno vir a ser o próximo Governador do Banco de Portugal. 

"Não podemos usar o Estado como forma de premiar comportamentos ou amigos, as instituições têm a sua dignidade e a dignidade das mesmas tem de estar acima dos jogos pessoais que infelizmente neste processo parecem estar evidentes", afirmou, para depois reforçar: "as entidades independentes não podem ser tratadas como direções gerais, em que alguém sai do conselho de ministros e pede ao seu secretário de Estado para o nomear para dirigir uma dessas instituições, querendo transparecer que depos a vai exercer de forma independente. Algum de vós acredita nisto? Como penso que têm bom senso, ninguém acredita nisto".

O deputado defendeu inclusivamente que deve existir "um período de nojo" entre a passagem por funções legislativas e reguladoras, e disse que viabilizaria os projetos do CDS e PAN neste sentido, para que depois se conseguisse obter "o maior consenso possível" na especialidade.

Atendendo a esta visão, o nome de Centeno "ou qualquer outro nas mesmas circunstâncias não merecerá a aprovação do PSD" para a presidência do Banco de Portugal, asseverou Duarte Pacheco.

Sobre o futuro ministro das Finanças, João Leão, o deputado do PSD considerou-o "uma pessoa competente" e disse esperar que tenha maior transparência e seriedade do que o seu antecessor.

O Presidente da República aceitou hoje a exoneração de Mário Centeno como ministro de Estado e das Finanças, proposta pelo primeiro-ministro, e a sua substituição por João Leão, até agora secretário de Estado do Orçamento, com a tomada de posse marcada para segunda-feira

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