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Mário Centeno: “Os números vão continuar a estar certos”

Mário Centeno despediu-se em direto para as televisões, com elogios a Costa e ao seu sucessor na pasta, João Leão. A palavra que usou foi a que Costa tinha também já escolhido: continuidade.

Filomena Lança filomenalanca@negocios.pt 09 de Junho de 2020 às 14:14
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Depois de "1.664 dias como ministro das Finanças, a que acrescem mais de 900 dias em acumulação de cargo com a presidência do Eurogrupo", Mário Centeno despediu-se esta terça-feira do cargo, numa conferência de imprensa em que Costa anunciou a remodelação e indicou já que João Leão, o até agora secretário de Estado do Orçamento, será o sucessor e tomará posse no próximo dia 15 de junho.

 

A conta dos dias foi feita pelo próprio Mário Centeno, porque, sublinhou, "os números sempre fizeram parte deste trajeto". Números que, com "uma quase certeza, naquelas certezas que podemos ter" vão "continuar a estar certos porque o João Leão é o fator de continuidade no trajeto que Portugal merece e que tem de aproveitar e que nos trouxe até este ponto com a capacidade para responder a esta crise", afirmou.

 

"É o fim de um ciclo. Longo, para a história da democracia portuguesa", acrescentou Centeno, salientando que foi "uma enorme honra responder a todos os desafios desde o final de 2014, desde a elaboração do cenário macro que foi a base" do primeiro programa de Governo de Costa, "até toda a trajetória da credibilidade da politica económica e orçamental".

 

O abraço de despedida ao primeiro-ministro ficou "para uma altura sanitariamente mais conveniente", mas Centeno deixou elogios a António Costa: Este foi "um percurso partilhado, num Governo que tem uma liderança e uma coesão que se reflete nos resultados que obtém".

Anteriormente, também Costa elogiara o seu ministro das Finanças, falando da sua "extraordinária capacidade de trabalho", "excelente espírito de equipa", "preocupação com a  equidade" e "grande sentido de humanidade".

 

"A vida é feita de ciclos, compreendo e respeito" a opção, acrescentou o primeiro-ministro, salientando também o "longo ciclo" e a "dedicação de quase seis anos de trabalho de conjunto".

 

Agora, também nas palavras de António Costa, o momento é o de uma "tranquila passagem de testemunho" e de "continuidade". João Leão, o novo ministro de Estado e das Finanças, "é uma das pessoas que maior garantias dá de continuidade na política orçamental", rematou.

 

António Costa, o ainda ministro das Finanças e o sucessor deste falaram aos jornalistas no final da reunião do Conselho de Ministros que aprovou o Orçamento Suplementar.

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