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Johnson e primeiro-ministro irlandês colidem em discussão acesa sobre backstop

Os primeiros-ministros do Reino Unido e da Irlanda conversaram pela primeira vez e o tom da discussão terá sido duro. Boris Johnson reafirma a garantia de saída da UE a 31 de outubro, enquanto Leo Varadkar sublinha que o acordo fechado entre Londres e Bruxelas não será alvo de nova discussão.

Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 30 de Julho de 2019 às 15:32
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Não correu bem a primeira conversa entre Boris Johnson e Leo Varadkar, respetivamente primeiros-ministros do Reino Unido e da Irlanda. Segundo a imprensa britânica, a conversa via telefone entre Johnson e Varadkar decorreu num tom agreste com os dois a colidirem sobre a margem que existe para renegociar os termos do acordo da saída britânica da União Europeia.

Varadkar reiterou que os 27 líderes europeus permanecem unidos na rejeição a qualquer renegociação do tratado jurídico que estabelece os termos do divórcio entre as partes e Johnson pretende ver reaberto.

Uma semana depois de chegar a Downing Street, Boris Johnson assegurou ao seu homólogo irlandês que Londres nunca aceitará a reposição de controlos fronteiriços físicos entre as duas "Irlandas".

O governante britânico insistiu ainda na exigência de que Bruxelas abdique do mecanismo de salvaguarda para evitar o regresso a controlos rígidos na fronteira irlandesa. Esta segunda-feira, Johnson havia dito que se a UE não deixar cair o chamado backstop, então de nada serviria regressar à negociação com os parceiros europeus de forma a encontrar uma solução para evitar um Brexit desordenado.

O The Guardian cita um porta-voz do primeiro-ministro irlandês que revela que Varadkar transmitiu ao seu congénere a garantia de que "o backstop é necessário devido a decisões tomadas, no Reino Unido, pelo governo britânico", nomeadamente a rejeição à manutenção do país no seio do mercado único europeu, o que exigiria o respeito pelas quatro liberdades de circulação fundamentais (pessoas, bens, serviços e capitais) consideradas indivisíveis pelo bloco europeu. 

O executivo britânico então liderado por Theresa May rejeitou desde a primeira hora respeitar a liberdade de circulação de pessoas.

Já o líder inglês voltou a frisar que o Brexit irá concretizar-se na data agora prevista para 31 de outubro, "aconteça o que acontecer".

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