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Ministro espanhol nega envolvimento no “Panama Papers”

O nome de José Manuel Soria, ministro da Indústria, aparece relacionado com a firma UK Lines Limited, registada nas Bahamas e da qual terá, alegadamente por erro da Mossack Fonseca, sido administrador por dois meses.

Inês F. Alves inesalves@negocios.pt 11 de Abril de 2016 às 16:43
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José Manuel Soria, ministro da Indústria, Energia e Turismo de Espanha, negou esta segunda-feira qualquer envolvimento numa empresa "offshore" cujo nome integra a lista de visados no escândalo Panama Papers ou Papéis do Panamá. A recusa acontece depois de a imprensa espanhola avançar que ele e o irmão eram administradores da firma UK Lines Limited.

"Nego absolutamente que tenha alguma coisa a ver com qualquer empresa sedeada no Panamá, ou qualquer outro paraíso fiscal", garantiu o ministro (na foto) depois de o canal La Sexta avançar que o responsável foi administrador em 1992 e por um breve período de uma firma "offshore" denominada UK Lines Limited com sede nas Bahamas.

Adianta o La Sexta, citando o jornal El Confidencial, que o nome do ministro foi substituído na documentação pelo do seu irmão Luis Alberto Soria depois de enviada uma carta à empresa Mossack Fonseca a alertar para o erro na nomeação do administrador.

A 23 de Setembro de 1992 a firma UK Lines Limited, registada nas Bahamas, tinha como administradores Tomás Poggio Méndez Fernández de Lugo e José Manuel Soria. O seu nome foi substituído pelo do irmão em Novembro do mesmo ano. A empresa acabou por dissolver-se em 1995.

O ministro adiantou que terá pedido ao seu advogado para contactar as autoridades do Panamá com o objectivo de aferir se o seu nome aparece realmente na documentação.

O nome de Soria junta-se, assim, ao de outras figuras espanholas de destaque envolvidas neste escândalo, entre elas o futebolista Lionel Messi, o realizador Pedro Almodovar e o escritor Mario Vargas Llosa, sendo que todos negaram quaisquer más práticas.

No passado dia 3 de Abril, o Consórcio Internacional de Jornalistas divulgou uma investigação em larga escala (11,5 milhões de documentos) onde são expostas ligações de centenas de pessoas a empresas "offshore", entre os quais políticos e outras figuras públicas.

No centro deste caso, conhecido como Panama Papers ou Papéis do Panamá, está a firma de advogados panamense Mossack Fonseca.

Apesar de a maioria dos serviços serem legítimos se utilizados no cumprimento da lei, estes documentos mostram que os agentes envolvidos nesta indústria nem sempre tomam as diligências necessárias para garantir que os seus clientes não estão envolvidos em negócios ilícitos.

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