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Powell: Fed não vai ficar sem munições para combater o vírus

O líder da Reserva Federal dos Estados Unidos disse que irá utilizar todas as ferramentas necessárias para segurar a economia do país e que o banco central nunca vai ficar sem munições para combater o vírus.

Reuters
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 26 de Março de 2020 às 11:57
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O presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed), Jerome Powell, disse que a instituição não irá ficar sem munições e que vai continuar a usar todas as ferramentas necessárias para combater o abrandamento económico provocado pelo coronavírus. 

Numa entrevista à NBC, Powell assegurou que não irá "ficar sem munições, isso não acontece", acrescentando que para além do mega programa de compra de dívida, "ainda existe margem noutras dimensões para apoiar a economia".

O líder da Fed disse que a sua prioridade é procurar atuar em sítios "onde o crédito não está ser oferecido e deveria ser". "Podemos intervir e fazer com que isso aconteça. É uma medida muito positiva e apropriada nesta situação altamente incomum em que estamos", adiantou. 

"Estamos a tentar criar uma ponte de uma economia muito forte para outra margem, com igual força económica", disse Powell, afirmando que é esse o principal objetivo do seu programa de compra de dívida ilimitada. 
No início desta semana, a Fed anunciou um novo pacote de estímulos à maior economia do mundo, ao avançar com um pacote de compra de dívida soberana e corporativa ilimitada para conter o impacto económico do coronavírus. Na altura, o banco central escreveu que deveriam "ser tomados esforços agressivos nos setores público e privado para limitar as perdas de emprego e promover uma rápida recuperação" da economia norte-americana.

Este mega programa de salvamento surge depois de ter anunciado outro na semana passada que contemplava um limite de
 500 mil milhões de dólares para comprar juros do Tesouro norte-americano e 200 mil milhões em dívida de empresas, o chamado programa de Quantitativa Easing (QE). Para além disso, a Fed já tinha anunciado ainda um novo corte de 100 pontos base nos juros diretores para um intervalo de entre 0% e 0,25%.
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