Política Marcelo rezou pela paz na Mesquita de Lisboa

Marcelo rezou pela paz na Mesquita de Lisboa

Representantes de 18 confissões religiosas com presença em Portugal reuniram-se na Mesquita de Lisboa com o novo Presidente da República.
Bruno Simão Bruno Simão Bruno Simão Bruno Simão
Filomena Lança 09 de março de 2016 às 20:02

"O Presidente da República de Portugal, como garante da Constituição que jurou defender, cumprir e fazer cumprir, será sempre garante da liberdade religiosa, em todas as suas virtualidades", prometeu esta quarta-feira Marcelo Rebelo de Sousa perante uma assembleia de algumas centenas de pessoas das mais diferentes confissões religiosas que com ele se reuniram na Mesquita de Lisboa

 

A ideia, explicou o próprio aos jornalistas, foi de Abdool Karim Vakil, o presidente da comunidade islâmica em Portugal, que fez o convite a Marcelo quando, já Presidente eleito, o visitou em Queluz. "Ao princípio não se mostrou muito interessado, mas depois sim, quando lhe expliquei que a ideia era juntar todas as confissões religiosas", disse Abdool Vakil.

 

E assim se fez. Esta quarta-feira à tarde, depois de tomar posse durante a manhã no Parlamento e de oferecer em Belém o seu primeiro almoço oficial a um conjunto de altas individualidades, Marcelo Rebelo de Sousa deslocou-se à Mesquita de Lisboa para um encontro ecuménico que reuniu os representantes de 18 confissões religiosas com presença em Portugal e uma assistência de várias centenas de pessoas, incluindo alguns deputados, como Assunção Cristas.

 

"Vamos rezar todos juntos pela paz", explicara antes Abdool Karim Vakil. "É o que costumamos fazer quando nos reunimos", afirmou o cardeal patriarca de Lisboa, salientando, em declarações ao Negócios, que costumam "fazer este tipo de encontros" com alguma frequência. "As religiões existem para nos religar, no princípio e no fim, em Deus, e tudo o que seja nesse sentido é positivo", comentou o sacerdote, a propósito desta inédita iniciativa na tomada de posse de um chefe de Estado em Portugal.

 

Depois de ser recebido por um grupo de crianças também elas representantes de diferentes confissões religiosas, que lhe ofereceu um colar de flores, o Presidente da República proferiu um breve discurso, em que lembrou que a Constituição da República "consagra a liberdade religiosa" e apelou a que "o espírito ecuménico" testemunhado no encontro "possa servir de exemplo para todos os domínios da vida nacional, convidando à aceitação do outro, ao diálogo, ao entendimento, à compreensão recíproca".

 

Os vários religiosos presentes rezaram cada um deles um trecho de uma oração ecuménica internacional, que apelava à "sabedoria para distinguir o bem e o mal" e à "compaixão para acabar com os conflitos".

 

"Que os próximos cinco anos sejam vividos sob o espírito da mesma paz, justiça e fraternidade", concluiu Marcelo Rebelo de Sousa, que já não se juntou ao lanche oferecido pela comunidade islâmica e saiu rapidamente em direcção ao Palácio da Ajuda, onde iria condecorar Aníbal Cavaco Silva.

 

O Presidente abandonou a Mesquita pela porta lateral, a mesma por onde entrara. A porta principal não se abriu durante todo o encontro, assinalando-se, também assim, o carácter transversal do evento, aberto a todas as confissões.

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