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Marcelo Rebelo de Sousa eleito Presidente da República

Está eleito o novo Presidente da República. Marcelo Rebelo de Sousa é o novo inquilino do Palácio de Belém com uma vitória em todos os distritos, acontecimento inédito numa primeira volta. Tomará posse a 9 de Março.

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Pedro Elias
Negócios 24 de Janeiro de 2016 às 22:15
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Maria de Belém foi a primeira a felicitar Marcelo Rebelo de Sousa e a assumir-se como vencida. António Sampaio da Nóvoa, que ficou em segundo lugar, foi o último a assumir a derrota. Como mandam as regras. Marcelo Rebelo de Sousa será o novo Presidente da República Portuguesa. Será o nono Presidente eleito desde o 25 de Abril de 1974 e a quinta personalidade a assumir o cargo.

 

O novo Presidente da República alcançou 52% dos votos vencendo em todos os distritos, algo que nunca nenhum candidato conseguiu à primeira eleição. Tanto Mário Soares como Cavaco Silva conseguiram o pleno em todos os distritos, mas foi na eleição para o seu segundo mandato.

 

Em Beja, onde raramente a direita consegue ganhar, o antigo comentador só ultrapassou Sampaio da Nóvoa por 141 votos. Aí, Marcelo obteve 31,71% dos votos contra 31,47% de Nóvoa. Também em Évora, distrito de forte implantação da esquerda, em particular do PCP, o ex-comentador político alcançou 38% dos votos, a uma distância de oito pontos do seu principal rival. No distrito mais a Sul do Continente, a vitória de Marcelo foi esmagadora, tendo 47,6% dos votos, o dobro de Sampaio da Nóvoa.

António Sampaio da Nóvoa, que obteve 22,89% dos votos, felicitando Marcelo Rebelo de Sousa disse: "A partir de agora, Marcelo Rebelo de Sousa é o meu Presidente. Quero contribuir para a união, sem hesitações, sem reticências, com uma profunda convicção democrática".

Marcelo Rebelo de Sousa venceu as eleições presidenciais deste domingo, 24 de Janeiro, com 52% dos votos, ficando frente em todos os distritos do país. Com 
todas as freguesias apuradas, e apesar da vitória incontestada, Marcelo alcançou o terceiro pior resultado eleitoral de um vencedor à primeira volta em presidenciais. Menos só Cavaco Silva em 2006 (50,54%) e Freitas do Amaral em 1986 (46,31%).


No discurso de vitória, no hall da Faculdade de Direito, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que quer "fomentar a unidade nacional", não olhando a esforços para "unir aquilo que as conjunturas dividam e estreitando a relação entre todos" porque "quanto mais coesos formos mais fortes seremos". Como segunda meta, o professor pretende "reforçar a coesão social, pessoal e territorial por imperativo da Constituição e por convicção pessoal". Marcelo promete ser "politicamente imparcial", mas assevera que "não deixarei de ser socialmente actuante".


Em terceiro lugar, o vencedor da noite quer "promover convergências políticas" que permitam colmatar a cultura de compromisso e de consenso que se perdeu nos últimos anos. Como quarta tarefa Marcelo estabelece a necessidade de "incentivar o frutuoso relacionamento entre órgãos de soberania e os agentes políticos, económicos e sociais". Por último, o futuro Presidente define como desafio "conciliar a justiça social com o crescimento económico e a estabilidade financeira". 


 


(Notícia actualizada às 00:55 de 25 de Janeiro)

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