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CDS quer calendário transparente do processo de desconfinamento

O CDS quer "mais verbas, celeridade e menos burocracias no acesso aos apoios" e aproveitou para deixar o aviso: "todo o dinheiro que o governo não libertar para apoiar as empresas vai gastar muito mais a título de prestações sociais".

O CDS-PP quer um calendário transparente do desconfinamento António Cotrim/Lusa
João Ruas Marques 23 de Fevereiro de 2021 às 18:04
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O CDS-PP considera que é demasiado cedo para desconfinar e evoca o número de infetados por milhão de habitantes, mas que está na hora de começar a planear, à semelhança do que fez o Reino Unido, todos os passos do processo - a começar pela reabertura das escolas.

Para que tal decorra de forma suave, Francisco Rodrigues dos Santos quer "um calendário transparente e previsível (…) para que se dê um desconfinamento gradual (...) fundamental para dar esperança e previsibilidade às famílias e aos empresários", e que "pode começar pelos alunos até aos 12 anos, porque é uma faixa etária onde há um número muito baixo de infeções e permite aliviar os pais na gestão da vida familiar e profissional".

Portugal "deve começar a planear um desconfinamento à semelhança do governo inglês, que planeou para entre 8 de março e 21 de junho todas as regras e a sua evolução durante o período, de modo a que sejam claras e previsíveis para todos os cidadãos", mas não sem um plano de testagem massificado que, segundo o líder do CDS, parece ter sido deixado para trás na última reunião entre os especialistas.

No que diz respeito à economia, o CDS quer "mais verbas, celeridade e menos burocracias no acesso aos apoios" e aproveitou para deixar o aviso: "todo o dinheiro que o governo não libertar para apoiar as empresas vai gastar muito mais a título de prestações sociais".

No fim da declaração aos jornalistas houve ainda tempo para tecer algumas críticas ao plano de recuperação e resiliência que "estará a ser cozinhado nas costas dos portugueses e que merecia uma ampla discussão que não está a acontecer".

Francisco Rodrigues dos Santos lamenta o "compromisso com os partidos que, não existiu" e que "80% do dinheiro do plano é para o setor público, e apenas uma migalha para os privados e economia real. Em vez de o dinheiro servir para recuperar a atividade económica, salvar postos de trabalho e evitar insolvências, o governo decidiu esbanjar este dinheiro no setor público para agradar aos amigos".
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