Automóvel SAG agrava perdas de 12 para 177 milhões em 2018

SAG agrava perdas de 12 para 177 milhões em 2018

A SAG Gest registou um prejuízo de 177,1 milhões de euros no ano passado, contra 12,7 milhões de perdas em 2017.
SAG agrava perdas de 12 para 177 milhões em 2018
Carla Pedro 13 de maio de 2019 às 18:28

A SAG Gest – Soluções Automóvel Global, liderada por João Pereira Coutinho (na foto), reportou esta segunda-feira as suas contas de 2018, com um resultado líquido negativo de 177,1 milhões de euros, um forte agravamento face às perdas de 12,7 milhões um ano antes.

Já a dívida líquida ascendeu a 70,1 milhões, o que representa um aumento de 1,1 milhões face aos 69 milhões reportados no final de 2017.

 

Por outro lado, salienta o documento dos resultados, doi registada uma imparidade com parte relacionada no montante de 141,3 milhões."Como consequência, os capitais próprios a 31 de dezembro de 2018 são negativos em 176,4 mil euros".

A SAG deveria ter apresentado as contas de 2018 até 30 de abril, mas nesse dia avisou, em comunicado ao mercado, que só o iria fazer este mês.

Nas perspetivas para 2019, a empresa sublinha que apesar do processo de reestruturação concluído pela SAG Gest em dezembro de 2015 com os seus principais bancos lhe ter permitido o reequilíbrio da sua estrutura financeira consolidada e criado condições para a continuidade das operações da empresa e das suas participadas (o Grupo SAG), acontece que, no final do exercício de 2017, com a deterioração das condições do negócio, a situação financeira do Grupo SAG deteriorou-se, agravando assim o risco de liquidez e a sua rentabilidade operacional e financeira.

 

Na sequência destes eventos, no início de 2018, e com o objetivo de permitir a continuidade das operações do Grupo SAG, o conselho de administração da SAG Gest começou a desenvolver, em conjunto com as marcas representadas pela subsidiária SIVA um plano de reposicionamento do seu negócio de forma a inverter a situação e garantir a sustentabilidade de todo o grupo e, em consequênci,a o seu acesso às fontes de financiamento necessárias para a sua atividade, salienta o comunicado.

 

Neste contexto, as demonstrações financeiras de 2018 da SAG Gest e das suas participadas "foram preparadas com base no princípio da continuidade das operações, por ser convicção do conselho de administração que as negociações se iriam concluir com sucesso".

 

"Adicionalmente, e como resposta à situação em que o Grupo se encontra, a administração tem vindo a desenvolver diariamente uma gestão criteriosa no que respeita à sua atividade operacional, focada nos seus fluxos de caixa, tendo ajustado os planos de compras com as diversas marcas do Grupo VW, reduzindo o volume de encomendas e solicitado a redução dos prazos de recebimento dos apoios comerciais das marcas", refere.

Venda da SIVA, OPA sobre a SAG e pagamento à banca

 

Recorde-se que João Pereira Coutinho, que através da SIVA tem distribuído marcas do grupo Volkswagen, anunciou a 30 de abril o lançamento de uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a empresa.

 

Esta OPA surgiu na sequência de uma complexa operação que pressupõe a saída da SAG do setor automóvel e a venda da SIVA à Porsche Holding Gesellschaft. Um negócio efetuado por 1 euro e que tem o apoio dos bancos credores da empresa automóvel, que com esta operação garantem o pagamento de parte da dívida. 



(notícia atualizada às 18:43)




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