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Veja quais as marcas que mais podem sofrer com mudanças fiscais nos híbridos

A limitação dos benefícios fiscais na compra de híbridos convencionais e plug-in foi mal recebida pelo setor automóvel. O impacto varia bastante consoante o peso que estes veículos têm nas vendas das diferentes marcas, sendo a Lexus a mais castigada.

1.º Lexus

1.º Lexus

100%
Os híbridos representam a totalidade das vendas da marca nipónica em Portugal. Até outubro foram 267 veículos.


2.º Suzuki

2.º Suzuki

69,7%
Mais de dois terços dos automóveis vendidos em Portugal pela fabricante japonesa são híbridos. Nos primeiros 10 meses deste ano são 106 unidades.


3.º Toyota

3.º Toyota

67%
Na Toyota, 11.ª marca mais vendida este ano em Portugal, os híbridos representam 67% das vendas. E apenas 24 unidades são híbridos plug-in.


4.º Mazda

4.º Mazda

61,8%
A fabricante de Hiroshima conta com mais de 60% das suas vendas em Portugal com motorizações híbridas, o que representa 569 veículos até final de outubro.


5.º Land Rover

5.º Land Rover

53%
Mais de metade das vendas em Portugal da Land Rover são híbridos, o que representa 223 unidades, das quais 118 são plug-in.


6.º Volvo

6.º Volvo

49,6%
Quase metade das vendas da marca sueca em Portugal são híbridos. E 1.570 dos 1.611 veículos híbridos vendidos são plug-in.


7.º Porsche

7.º Porsche

47,9%
A mítica fabricante de carros desportivos já conta com quase metade das vendas com tecnologia híbrida. Até outubro, a Porsche vendeu 334 híbridos, todos plug-in, em Portugal.


8.º DS

8.º DS

47,6%
A marca premium do grupo PSA vendeu 192 híbridos, todos plug-in, até outubro no mercado português.


9.º Audi

9.º Audi

37,1%
Os 885 híbridos vendidos pela "marca dos quatro anéis" até outubro em Portugal representam mais de um terço das vendas totais.


10.º BMW

10.º BMW

29,1%
Na marca bávara, a quarta mais vendida em Portugal este ano, os híbridos valem perto de 30%, sendo a segunda fabricante no segmento dos plug-in, com 1.997 unidades. 


11.º Bentley

11.º Bentley

26,3%
Cinco dos 19 automóveis vendidos pela marca de luxo em Portugal este ano são híbridos.


12.º Ford

12.º Ford

24,7%
A Ford é a nona marca mais vendida em Portugal nos primeiros 10 meses do ano. E um em cada quatro veículos vendidos são híbridos.


extotexto

13.º Mercedes-Benz

13.º Mercedes-Benz

21,6%
A marca alemã, a terceira mais vendida em Portugal, conta com um híbrido em cada cinco automóveis vendidos. A Mercedes é líder no segmento dos plug-in, com 2.397 unidades até outubro.


14.º Kia

14.º Kia

18,9%
A marca sul-coreana vendeu 539 híbridos em Portugal até outubro, o que representa quase um quinto das vendas totais.


15.º Mini

15.º Mini

17,2%
Os 257 veículos híbridos, todos plug-in, vendidos pela Mini até outubro representam mais de um sexto das vendas da marca em Portugal.


16.º Hyundai

16.º Hyundai

15,3%
A Hyundai vendeu 676 híbridos até outubro em Portugal, dos quais apenas 88 com tecnologia plug-in.


17.º Mitsubishi

17.º Mitsubishi

13%
Os 170 híbridos, todos plug-in, vendidos pela marca nipónica até outubro em Portugal representam cerca de um em cada oito automóveis colocados no mercado pela Mitsubishi.


18.º Honda

18.º Honda

11%
A marca japonesa vendeu 98 híbridos nos primeiros 10 meses do ano em Portugal, o que corresponde a um em cada nove carros vendidos pela Honda.


19.º Fiat

19.º Fiat

5,9%
Os híbridos representam apenas 5,9% das vendas da Fiat em Portugal. Ainda assim, são 316 automóveis.


20.º Volkswagen

20.º Volkswagen

4,3%
Os híbridos têm um peso reduzido nas vendas da Volkswagen, com apenas 244 veículos, dos quais 194 com tecnologia plug-in.


Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 28 de Novembro de 2020 às 21:00
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A redução dos "descontos" fiscais e os critérios mais apertados para aceder a benefícios fiscais na compra de veículos híbridos e híbridos plug-in aprovada no Orçamento do Estado para 2021 (OE2021) foram mal recebidos pelo setor automóvel.

As associações do setor ACAP e ARAN contestam as medidas, que resultam de propostas do PAN e aprovadas com os votos de PS e BE, e alertam para o "forte impacto" num setor que já se encontra em forte crise.

Ao Negócios, o secretário-geral da ACAP salientou que os híbridos plug-in são o único segmento com um crescimento robusto num ano de forte quebra no mercado automóvel e classificou as medidas como um "rude golpe".

A ACAP diz mesmo que o mercado dos híbridos em Portugal pode "desaparecer".

Algumas fabricantes automóveis - onde os híbridos têm um peso significativo nas vendas no mercado nacional - também já criticaram as alterações. Entre as marcas que já manifestaram o seu desagrado contam-se a BMW, Honda e Hyundai.

Nos primeiros 10 meses do ano - período em que o mercado de ligeiros de passageiros caiu 37,1% - o segmento dos híbridos plug-in disparou 97,6%. Já os híbridos convencionais subiram 12%. Os plug-in totalizam 8.315 veículos, enquanto os híbridos convencionais somam 8.602.

Em conjunto, híbridos convencionais e plug-in representam 14,2% do mercado de ligeiros de passageiros português nos primeiros 10 meses do ano.

Marcas japonesas com maior peso dos híbridos
Os dados até outubro revelam que são as fabricantes japonesas aquelas onde os veículos híbridos mais pesam no negócio em Portugal.

À cabeça surge a Lexus, marca premium do grupo Toyota, onde todos os 267 automóveis vendidos são híbridos convencionais.

As também nipónicas Suzuki, Toyota e Mazda veem o peso dos híbridos superar os 60%, destacando-se a Toyota pelo volume de híbridos vendidos: 3.379, o que corresponde a um quinto dos híbridos - convencionais e plug-in - vendidos até outubro.

Entre as marcas com maior volume de vendas, a Mercedes-Benz e a BMW são as mais afetadas. A Mercedes, terceira marca mais vendida no país, conta com 21,6% das vendas afetas a veículos híbridos.

E na compatriota BMW o peso dos híbridos é ainda maior: 29,1%.

Outras das marcas mais atingidas com as alterações fiscais são a Volvo, Porsche e DS, com quotas de híbridos nas respetivas vendas perto dos 50%.
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