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João Oliveira e Costa substitui Forero na liderança do BPI

O BPI vai ter um novo CEO, com João Pedro Oliveira e Costa a substituir Pablo Forero à frente da comissão executiva do banco controlado pelo CaixaBank. Lisboeta de 54 anos iniciou carreira no BCP e está no BPI há três décadas.

António Larguesa alarguesa@negocios.pt 04 de Maio de 2020 às 08:36
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O Banco BPI anunciou esta segunda-feira que Pablo Forero comunicou ao Conselho de Administração do Banco BPI a sua decisão de se reformar no final do seu mandato, sendo o seu substituto João Pedro Oliveira e Costa, que já é administrador executivo do banco desde 2014, com a responsabilidade pelas áreas de negócio de Particulares, Premier, Private Banking e Negócios.

 

"A eleição do indigitado presidente da Comissão Executiva só se concretizará depois da necessária aprovação das autoridades de supervisão", refere um comunicado do BPI que agradece a Forero o "excelente trabalho" desenvolvido no seu mandato, que permitiu "concluir com absoluto êxito o processo de integração no Grupo CaixaBank e melhorar todos os indicadores de solidez, rentabilidade e força comercial do banco".

Casado e pai de dois filhos, o lisboeta de 54 anos é licenciado em Gestão de Empresas pela Universidade Católica e iniciou a carreira profissional no BCP, na área de gestão de ativos, onde esteve dois anos. No grupo BPI, onde trabalha há quase três décadas, o executivo desempenhou várias funções de direção ligadas à área de particulares e também de negócios.

"Sei que conto com o apoio e a lealdade de uma grande equipa, que aprendi a respeitar ao longo de muitos anos de trabalho conjunto, baseado em valores e princípios muito fortes, que sustentam a distinta identidade do BPI. (...) Conhecemos bem os desafios difíceis e o tempo de incerteza que nos esperam, mas sabemos também que podemos dispor dos recursos necessários para vencer e não duvidamos um segundo da nossa capacidade, da nossa vontade e da nossa determinação", refere o novo CEO, citado numa nota de imprensa.

Conhecemos bem os desafios difíceis e o tempo de incerteza que nos esperam, mas sabemos também que podemos dispor dos recursos necessários para vencer. João Pedro Oliveira e Costa, novo presidente executivo do bpi



Fernando Ulrich, que acompanhou de perto o percurso de Oliveira e Costa no BPI nos últimos 30 anos, elogiou o "caráter, competência e qualidades de liderança" do novo presidente da comissão executiva. O atual presidente do conselho de administração destacou ainda "a forma exemplar como Pablo Forero comandou a equipa executiva, composta por quadros do BPI, o excelente relacionamento entre ambos e, sobretudo, os resultados obtidos durante o seu mandato".

Num vídeo publicado pelo V Digital em julho de 2019, o gestor falava na liderança como "uma enorme responsabilidade" e lembrava que "ninguém nasce como um líder". "Normalmente começamos como chefes. E a diferença entre a chefia e a liderança é que, no caso dos chefes, é a organização que os nomeia e é imposto aos outros. Na liderança é a equipa que nos nomeia e somos, na prática, abraçados pelo resto da equipa". Para já, Oliveira e Costa foi nomeado pela administração; falta agora começar a abrir os braços aos funcionários do BPI.


Alerta no Parlamento com olhos em outubro

A 21 de abril, Oliveira e Costa foi o porta-voz do BPI numa audição na Assembleia da República perante os deputados das comissões de Economia e de Orçamento e Finanças, dizendo que a pandemia de covid-19 "vai ter consequências muito complicadas para a economia e para os seus agentes", incluindo os bancos.la

 

O então administrador disse que os bancos têm de continuar a cumprir as exigências do regulador, nomeadamente rácios de liquidez e de capital, e avisou que é "momentâneo" os rácios de capital terem sido aligeirados recentemente pelos reguladores, pelo que os bancos ou mantêm as almofadas financeiras ou de futuro terão de fazer aumentos de capital.

 

E perspetivou que a partir de outubro, quando acabam as moratórias impostas pelo Governo para crédito à habitação e créditos a empresas, haverá um aumento do crédito malparado e um impacto negativo na rentabilidade. "Vamos ter de estar disponíveis para estar com clientes que estão connosco há anos, mas não vamos conseguir estar com todos, pelo que teremos de estar todos juntos nesta batalha", frisou no Parlamento.

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