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Oficial: "Encerraram com sucesso as negociações" no BPI

Isabel dos Santos e o CaixaBank "encerraram com sucesso as negociações" que permitem resolver o problema do BPI em Angola, confirmou a instituição em comunicado. Termos do acordo só serão revelados depois das autorizações indispensáveis.

Miguel Baltazar
Maria João Gago mjgago@negocios.pt 10 de Abril de 2016 às 23:08
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Isabel dos Santos e o CaixaBank "encerraram com sucesso as negociações" que permitem resolver o problema do BPI em Angola, confirmou a instituição em comunicado publicado este domingo, 10 de Abril, data-limite dada pelo Banco Central Europeu para o banco reduzir a sua exposição a Angola. Mas os termos do acordo só serão revelados depois das autorizações indispensáveis.

"O Banco BPI torna público ter sido informado pelo CaixaBank, S.A. e pela Santoro Finance – Prestação de Serviços, S.A. encerraram hoje com sucesso as negociações que os envolveram para encontrar uma solução para a situação de incumprimento pelo Banco BPI do limite de grandes riscos", adiantou a instituição liderada por Fernando Ulrich em comunicado publicado no site da CMVM.

 

O documento não especifica de que forma é que o BPI vai reduzir a sua exposição a Angola, apesar de o entendimento entre os dois maiores accionistas prever que o banco venda a sua posição de controlo no Banco de Fomento Angola (BFA) a Isabel dos Santos e que a empresária angolana aliene ao CaixaBank a participação que tem no BPI.

 

O comunicado não faz qualquer referência às condições financeiras em que serão concretizadas as diferentes operações resultantes do acordo já fechado. Mas sublinha que a sua conclusão depende ainda de diversas autorizações.

 

"Esta solução [para o problema angolano do BPI] foi já comunicada ao Banco Central Europeu e ao Banco de Portugal e encontra-se vertida num conjunto de documentos contratuais que serão apresentados aos órgãos sociais competentes nos próximos dias e que, tão logo sejam aprovados, serão comunicados ao mercado", adiantou o banco.

 

Ou seja, antes de comunicar os pormenores do acordo fechado entre os dois maiores accionistas do banco, é indispensável reunir as autorizações da administração do próprio BPI, do CaixaBank, da Santoro – "holding" através da qual Isabel dos Santos é accionista do banco – e da Unitel, empresa cuja gestão é controlada pela empresária angolana e que tem 49,9% do BFA.

 

Os dois maiores accionistas do BPI fecharam o acordo final que permite ao banco reduzir a sua exposição a Angola, a poucas horas do fim do prazo para cumprir as exigências do Banco Central Europeu, como o Negócios adiantou. O entendimento entre Isabel dos Santos e o CaixaBank foi alcançado ao início da noite deste domingo, durante uma longa reunião do conselho de administração do BPI.

 

Mas para que o acordo seja concretizado, é necessário ainda obter as autorizações de diversos supervisores e também dos órgãos competentes das várias instituições envolvidas.


Em termos formais, os dois maiores accionistas do BPI encerraram as negociações e fecharam um entendimento entre si, mas ainda falta concretizar vários procedimentos antes de concluir o entendimento. O Banco Central Europeu (BCE) e o Banco Nacional de Angola têm de dar luz verde ao acordo, bem como a Unitel, empresa através da qual Isabel dos Santos já tem 49,9% do Banco de Fomento Angola, e o conselho fiscal do BPI.


(Notícia actualizada às 23:20)
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