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Santander avança com moratória de 6 meses no crédito pessoal e à habitação

O banco liderado por Pedro Castro e Almeida vai permitir aos seus clientes adiarem por seis meses o pagamento do crédito ao consumo e à habitação. Para as empresas, a moratória é de 12 meses.

Pedro Castro e Almeida
Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 23 de Março de 2020 às 19:30
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Depois da Caixa Geral de Depósitos (CGD), foi agora a vez de o Santander avançar também com moratórias no crédito. O banco liderado por Pedro Castro e Almeida vai dar uma carência de 6 meses para o crédito ao consumo e à habitação e de 12 meses para as empresas. 

"As cerca de 250 mil famílias portuguesas que têm o seu crédito à habitação junto do Banco Santander terão à sua disposição nos canais digitais do banco a possibilidade de solicitarem de uma forma simples e prática a renegociação do seu crédito com a carência imediata de amortização de capital durante 6 meses para as operações de crédito que se encontrem em situação regular", refere o banco num comunicado enviado esta segunda-feira. 

De acordo com o Santander, esta "possibilidade estará disponível logo que seja clarificado o enquadramento legal em Portugal de aplicabilidade das decisões anunciadas pelo Banco Central Europeu na passada sexta-feira", garantindo que esta medida vai permitir que as famílias portuguesas "não amortizem neste período quase mil milhões de euros de capital". De acordo com o Governo, esta questão está a ser discutida entre o Banco de Portugal e a banca. 

Esta renegociação do crédito durante meio ano vai ainda estender-se aos créditos ao consumo em situação regular, explica a instituição financeira no comunicado. "O banco suspenderá igualmente a perda de bonificação de spread por clientes que venham a incumprir as condições de cross-selling que estão incluídas nos seus contratos de crédito à habitação pelo prazo de 6 meses", acrescenta. 

Moratória de 12 meses para as empresas
O banco liderado por Pedro Castro e Almeida decidiu ainda dar mais tempo às empresas para pagarem as suas dívidas.

"O banco está disponível para renegociar as características dos créditos de pequenas e médias empresas que se encontrem em situação regular e cujos créditos estão em período de reembolso que mais de 67 mil empresas têm junto do banco oferecendo uma carência de capital por um prazo de até 12 meses", refere.

Para tal, as empresas terão de fazer o pedido através dos canais digitais a partir da próxima quinta-feira. "Esta renegociação será efetuada sem qualquer alteração no spread das operações e sem qualquer cobrança de qualquer comissão de alteração do contrato", explica o Santander no mesmo comunicado. 

Para satisfazer necessidades adicionais de tesouraria, vai ainda manter "inalterados todos os limites de crédito contratualizados quer com caráter revogável, quer com caráter irrevogável com as empresas que assim, de uma forma simples e imediata, podem aceder a cerca de 4 mil milhões de euros de crédito adicional sem qualquer alteração das condições de spread ou de outras comissões associadas". 

O banco diz ainda estar pronto a disponibilizar as linhas de crédito anunciadas pelo Governo, de 3 mil milhões de euros. "Caso tal seja também autorizado, o banco está disponível para proceder desde já a adiantamentos de 20% do montante aprovado pelo banco aos seus clientes ao abrigo destas linhas para que os seus clientes possam receber de imediato injeções de liquidez sem ter que esperar pela aprovação pelas entidades públicas", remata. 

A CGD decidiu dar já aos seus clientes a possibilidade de adiarem a prestação do crédito até seis meses. O BPI também já se mostrou disponível para dar o mesmo passo.
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