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Stock da Cunha: Havia "maçãs podres" no BES e Novo Banco, mas também "heróis"

O antigo presidente do conselho de administração do Novo Banco afasta a ideia de que o BES e o Novo Banco eram um "bando de malandros". Grande parte dos trabalhadores foram “heróis”.

Mário Cruz
Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 04 de Maio de 2021 às 18:05
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Eduardo Stock da Cunha, antigo presidente do conselho de administração do Novo Banco, afasta a ideia de que o BES, e agora o banco liderado agora por António Ramalho, eram um "bando de malandros". A maioria dos trabalhadores foram "heróis". 

O gestor está a ser ouvido esta terça-feira, 4 de maio, na Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar às perdas registadas pelo Novo Banco e imputadas ao Fundo de Resolução.

Stock da Cunha sublinhou que havia "maçãs podres" e "vilões" no BES. No entanto, a "esmagadora maioria" dos trabalhadores foram "heróis". E muitos destes acabaram por perder os empregos. 

"Quando chegámos, a primeira coisa que fizemos foi gerir animicamente os trabalhadores do Novo Banco", disse o ex-presidente do banco. "Falamos de lesados, mas os maiores lesados foram os trabalhadores" da instituição financeira. "Muitos deles foram também apanhados nestes veículos", como foi o caso do papel comercial,, e "muitos sofreram ameaças à sua integridade física", referiu.

"Esta história tem alguns vilões, mas tem alguns heróis também", disse. "Nunca foi reconhecido esse contributo dos trabalhadores do Novo Banco."

Eduardo Stock da Cunha substituiu Vítor Bento à frente do Novo Banco, depois deste último ter pedido para deixar o cargo. E ocupou a liderança entre setembro de 2014 e julho de 2016. O gestor regressou depois ao britânico Lloyds Bank.

(Notícia atualizada.)
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