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Ibersol com prejuízos de 37 milhões até setembro mas continua a abrir restaurantes

A pandemia continua a afetar fortemente a empresa que explora espaços de restauração de marcas como a KFC, Burger King ou Pizza Hut, cuja faturação de 214 milhões de euros nos primeiros nove meses deste ano traduz uma redução homóloga de 40%.

Bloomberg
Rui Neves ruineves@negocios.pt 20 de Novembro de 2020 às 16:59
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Nos primeiros nove meses deste ano, a Ibersol procedeu ao "encerramento definitivo de 42 unidades, 16 das quais franquiadas", mas abriu "nove novos restaurantes próprios", tendo desde então inaugurado mais quatro - dois Taco Bell’s, um Burger King e um Ribs -, "estando previsto a abertura adicional de três unidades ‘drive thru’ até final do ano, dado o bom desempenho destes formatos no atual contexto pandémico".

 

Eis as duas faces da atividade da Ibersol nestes tempos de pandemia, avançadas em comunicado sobre as contas da empresa, que até setembro registou prejuízos de 36,9 milhões de euros, o que contrasta com os lucros de 10,5 milhões de euros obtidos no mesmo período do ano passado.

 

O impacto da crise pandémica, com as restrições à mobilidade e circulação impostas, provocou uma significativa redução da faturação da Ibersol para 213,9 milhões de euros, menos 39,9% face a um ano antes.

 

O EBITDA consolidado registou uma quebra homóloga de 59,6% para 35,9 milhões de euros.

 

"O encerramento abrupto em março e o período de confinamento que se prolongou até meados de maio, durante o qual permaneceram encerrados 73% dos restaurantes operados pelo grupo, penalizaram severamente o desempenho operacional, não tendo sido possível neste período ajustar as rubricas de custo à redução de vendas, o que conduziu inevitavelmente a aumentos do peso das mesmas e inerente perda de rentabilidade", explica a Ibersol, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

De resto, "a retoma gradual da atividade no terceiro trimestre e a conclusão da negociação com parte dos proprietários dos restaurantes, permitiram neste período minimizar as perdas resultantes da redução de 40% da atividade", realça a empresa co-liderada por Pinto de sousa e Alberto Teixeira.

 

O grupo que explora espaços de restauração de marcas como a KFC, Burger King ou Pizza Hut em Portugal, Espanha e Angola frisa que, neste contexto e momento, "em que é imprevisível a profundidade das medidas de confinamento que ainda venham a ser decretadas até ao final do ano", o grupo "encontra-se a monitorizar em conjunto com as instituições financeiras a evolução dos ‘covenants’ dos financiamentos, tendo em conta a avaliação a efetuar sobre os mesmos no final do exercício de 2020, sendo de referir que no mês de julho foi concluído o refinanciamento de 15 milhões de euros".

 

Acresce ainda que, "a 30 de setembro de 2020, o grupo dispõe de excedentes de disponibilidades e outras aplicações que ascendem a 56 milhões de euros, as quais correspondem a 30% do passivo remunerado".

 

Adicionalmente, conclui, o grupo "tem linhas contratadas e não utilizadas que ascendem a 40 milhões de euros".

 



(Notícia atualizada às 17:21)

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