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Garcia Garcia fatura a dois dígitos fora de Portugal

Após participar em projetos de investimento estrangeiro em Portugal, a construtora de Moreira de Cónegos especializada no setor industrial rumou a Marrocos e Mauritânia para recolher 11 milhões de euros em 2018.

Carlos e Miguel Garcia, administradores da construtora Garcia Garcia. Anabela Loureiro
António Larguesa alarguesa@negocios.pt 26 de Fevereiro de 2019 às 19:35
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A Garcia Garcia (GG) fechou o exercício de 2018 com um volume de negócios superior a 70 milhões de euros, em resultado de um crescimento homólogo de 30%. Para este registo contribuíram alguns dos primeiros projetos no mercado internacional, que no ano passado representaram cerca de 16% do negócio.

 

Depois de ter arrancado o processo de internacionalização em 2017, no ano seguinte o grupo de Moreira de Cónegos construiu uma fábrica para a francesa Steep Plastique em Kenitra, no norte de Marrocos – quase uma réplica do projeto que concebeu em Viana do Castelo para a multinacional de componentes automóveis – e recuperou e ampliou um hotel em Nouakchott, a capital da Mauritânia.

 

"O mercado nacional tem sido fantástico para a GG e é este o nosso foco principal. Contudo, a internacionalização é crítica e um dos três pilares estratégicos definidos pela empresa para o triénio 2019-2021", indicou ao Negócios o administrador, Miguel Garcia. Falando de um processo em que tem dado "passos sustentados direcionados para a capacitação da estrutura", o gestor identificou os mercados do Magrebe como principal "alvo".

 

Apesar de ser recente esta presença direta nos mercados externos, cerca de metade dos clientes da construtora são estrangeiros, representando até mais de 60% do volume de negócios deste centenário grupo familiar, que conta atualmente com 172 trabalhadores. Do portefólio recente fazem parte empreitadas para o grupo catalão ADI, os investimentos das francesas Elis e Bontaz, ou a ampliação da fábrica da Eurostyle no Alto Minho.

 

Reclamando uma contribuição própria para a atração de "várias dezenas de milhões de euros" de investimento estrangeiro, que têm vindo a criar "centenas de postos de trabalho" em Portugal, a GG assentou 70% da faturação de 2018 no setor industrial e de logística. Embora esteja agora a apostar na diversificação das áreas de atuação, foi esta aposta na indústria que lhe "permitiu passar [pelos anos de maior] crise na construção sempre com crescimento".

 

Com uma designação redundante que teve origem em divergências familiares, esta construtora gerida atualmente pela quarta geração da família Garcia dispõe também de dois parques industriais: em Mide, localidade que pertence ao mesmo concelho de Guimarães onde tem a sede; e na Ermida (Santo Tirso), uma instalação que sofreu uma ampliação recente.

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