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Gaiense investe 20 milhões e acaba com 40 anos de monopólio francês da publicidade no Porto

A DreamMedia, que é a maior empresa nacional de publicidade exterior, ganhou por 15 anos o exclusivo da exploração da zona central da Invicta, pondo fim a um monopólio de 40 anos da francesa JCDecaux.

Ricardo Bastos, CEO da DreamMedia.
Rui Neves ruineves@negocios.pt 14 de Janeiro de 2022 às 14:40
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A Câmara do Porto aprovou esta semana a adjudicação da publicidade exterior da cidade à portuguesa DreamMedia, acabando com 40 anos de monopólio da francesa JCDecaux, que nada paga por isso e que, entretanto, pede a anulação do procedimento concursal por considerar que existem irregularidades no estudo económico elaborado pela Faculdade de Economia do Porto (FEP).

Com sede em Gaia, apresentando-se como líder nacional de publicidade em "outdoors", a DreamMedia ganhou por 15 anos o exclusivo da zona central da cidade do Porto para instalação e exploração publicitária de mobiliário urbano, comprometendo-se a investir 20 milhões de euros nesta nova concessão.

"É um marco histórico não só para a DreamMedia, mas também para o município do Porto. Ser uma empresa 100% portuguesa a vencer o segundo maior contrato do país, que inclui o exclusivo do centro do Porto, onde se inserem locais icónicos como Aliados, Clérigos ou Boavista, é um motivo de orgulho", afirma Ricardo Bastos, CEO da empresa, em comunicado.

 

Em causa está uma área que "representa 65% do tráfego da cidade, o que naturalmente se converte numa oferta de espaços publicitários com audiências superiores", explica.

 

"É também um momento de viragem para o Porto, que através de um concurso transparente e que seguiu as melhores práticas em matéria de concorrência, coloca fim ao monopólio de uma empresa internacional que aqui operou em exclusivo durante mais de 40 anos", enfatiza Ricardo Bastos.

 

Segundo a DreaMedia, o contrato de concessão paga á autarquia 13 milhões de euros e prevê a instalação de 300 abrigos de passageiros, 220 mupis "e uma forte componente de equipamentos digitais", num investimento orçado em sete milhões de euros.

Trata-se do segundo maior contrato de concessão de mobiliário urbano e publicidade exterior do país, depois de Lisboa, cujo concurso está em tribunal, e a primeira vez que a Câmara do Porto lançou um concurso nesta área, após um longo monopólio de uma empresa internacional.

 

Foi em abril de 2021 que a DreamMedia anunciou a entrada na área do mobiliário urbano, tornando-se "no primeiro e único operador português nesse setor", tendo "desde então vencido os maiores concursos de mobiliário urbano lançados no país, nomeadamente em Vilamoura, Maia e Torres Vedras", a acresce agora o Porto.

 

"Digital, inovadora e ambiciosa é a proposta de valor que a empresa pretende implementar no Porto, onde se distingue por peças de mobiliário urbano da mais alta qualidade e com design diferenciador, que prometem tornar o Porto a cidade mais digital do país no que concerne ao mobiliário urbano, permitindo posicionar a oferta da DreamMedia ao nível das maiores cidades internacionais", garante Ricardo Bastos.

 

Criado em 2006, o grupo DreamMedia emprega mais de uma centena de pessoas e fatura mais de 10 milhões de euros, estando presente nos 18 distritos e em mais de 170 municípios.

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