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EDP e parceiros estudam produção de hidrogénio verde offshore

A EDP vai liderar um projeto que procura verificar a viabilidade técnica e financeira de uma plataforma de energia eólica offshore que produz também hidrogénio verde.

João Ruas Marques 13 de Julho de 2021 às 10:56
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A EDP, a TechnipFMC e outros parceiros de investigação estão a desenvolver um projeto que pretende estudar " a viabilidade técnica e económica de uma nova plataforma offshore para produção de hidrogénio verde com recurso a energia eólica".

O projeto vai ser apoiado pelo Programa Crescimento Azul do Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu  (EEA Grants) e consiste na "integração inovadora de equipamentos para a produção e condicionamento do hidrogénio verde e uma infraestrutura que permita o seu transporte até à costa", explica a energética.

Deste consórcio, para além da EDP e da TechnipFMC, fazem parte os centros de investigação CEiiA, o WavEC-Offshore Renewables e a University of South-Eastern Norway, nunca colaboração entre Portugal e Noruega que deverá aumentar a competitividade do país na "economia azul".

O projeto chama-se BEHYOND e está à responsabilidade da EDP através da EDP NEW e da EDP Inovação. A empresa portuguesa é a responsável pela avaliação estratégica do mercado offshore eólico-hidrogénio, a definição de casos de negócio e a avaliação da inovação tecnológica que será necessária para possibilitar a entrada destas soluções no mercado.

A ideia do projeto é verificar a viabilidade financeira de uma estrutura do género, que produz hidrogénio verde offshore através de energia eólica, para que o conceito possa ser "implementado em todo o mundo e padronizado para todos os usos finais".

Segundo Ana Paula Marques, administradora executiva da EDP, "o projeto BEHYOND vai permitir à EDP adquirir conhecimento para entrar em novos mercados com claras sinergias com o negócio atual. O hidrogénio verde, produzido a partir de fontes de energia renováveis e sem qualquer emissão de CO2, é um potencial impulsionador no esforço mundial de descarbonização, ao mesmo tempo que atenua a variabilidade das energias renováveis offshore e aumenta a flexibilidade do sistema energético".

Jonathan Landes, Presidente do departamento Submarino da TechnipFMC, afirma que a empresa tem "as competências e conhecimentos necessários para acrescentar valor a este estudo devido a termos décadas de experiência em assuntos submarinos, bem como pelo conhecimento que construímos durante o nosso projeto de hidrogénio verde Deep Purple. O projeto BEHYOND também se encaixa nos nossos objetivos Ambientais, Sociais e de Governação a longo prazo. O envolvimento de uma empresa com uma posição forte no mercado como a EDP demonstra o crescente foco e interesse na evolução da tecnologia de hidrogénio offshore, bem como o seu potencial para ajudar a satisfazer as necessidades mundiais de energia a longo prazo".

"O hidrogénio será central no futuro do setor da energia, para descarbonizar os setores dificilmente eletrificáveis e, em simultâneo, mitigar os impactos técnicos e económicos da intermitência de energia renovável. Estes aspetos serão ambos cruciais para atingir a meta social de emissões zero. De acordo com a Estratégia Europeia para o Hidrogénio, a necessidade de produção de hidrogénio verde na Europa crescerá substancialmente e poderá representar 24% da procura de energia em 2050, o que exigirá o desenvolvimento em grande escala de soluções de produção de hidrogénio com recurso a energias renováveis, tanto em terra como em alto mar", explica ainda a EDP em comunicado.

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