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EDP vende seis barragens à Engie por 2,2 mil milhões

O consócio liderado pela Engie foi o escolhido para ficar com os ativos de energia hidroelétrica da EDP. Este negócio foi fechado por 2,2 mil milhões de euros.

Adelino Oliveira/EDP
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 19 de Dezembro de 2019 às 14:43
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O consórcio liderado pela Engie foi o escolhido para ficar com os activos que a EDP colocou à venda, num negócio de 2,2 mil milhões de euros. O consórcio conta com a Engie, que detém 40%, o Crédit Agricole Assurances (35%) e a Mirova – do grupo Natixis (25%).

Os ativos em causa são seis centrais hídricas: três centrais de fio de água (Miranda, Bemposta e Picote) e três centrais de albufeira com bombagem (Foz Tua, Baixo Sabor e Feiticeiro).

 

"O valor da transação acordado representa um Enterprise Value de €2.210 milhões (com o equity value sujeito a ajustamentos até à conclusão da operação)", revela a EDP no comunicado emitido para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

O valor ficou em linha com as estimativas, que apontavam para que a venda destes ativos rendesse à elétrica liderada por António Mexia cerca de dois mil milhões de euros.

"A conclusão da transação está prevista para o segundo semestre de 2020, estando ainda pendente das aprovações societárias e regulatórias aplicáveis", revela a EDP no comunicado publicado esta quinta-feira.

 

A EDP revelou um plano para vender ativos na Península Ibérica quando apresentou o plano estratégico, em março. Na altura, a elétrica previa um desinvestimento no valor total de seis mil milhões de euros: quatro mil milhões de euros em rotação de ativos e dois mil milhões de euros em vendas de ativos (centrais térmicas na Península Ibérica). 

"Nos últimos 12 anos, a EDP executou um plano de construção e repotenciação de centrais hídricas em Portugal, aumentando a sua capacidade instalada no país em 2,6 GW. Após esta transação, a EDP manterá a sua posição de liderança em Portugal, com uma capacidade de geração hídrica instalada de 5,1 GW e continuará a ser o segundo maior operador hídrico na Península Ibérica", acrescenta o comunicado de hoje da elétrica.

 

Foram várias as empresas que terão revelado interesse nestes ativos, mas foi o consórcio liderado pela Engie que acabou por conseguir ficar com os mesmos.

 

O processo de venda está a ser liderado pelo Morgan Stanley e pelo UBS, tendo chegado a contar com o interesse de outras empresas e fundos de investimento na Europa, como a Enel, a Macquarie, a Iberdrola, a Endesa, a Verbund e a Brookfield.


(Notícia atualizada às 14:50 com mais informação)
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