Imobiliário Castelhana: Oferta de casas novas vai aumentar em Lisboa e preços devem descer

Castelhana: Oferta de casas novas vai aumentar em Lisboa e preços devem descer

O mercado de imobiliário para habitação terá movimentado 25 mil milhões de euros no ano passado, segundo estimativas da consultora imobiliária CBRE divulgadas esta segunda-feira. Para 2019 é esperada uma descida de preços.
Castelhana: Oferta de casas novas vai aumentar em Lisboa e preços devem descer
Reuters
Pedro Curvelo 21 de janeiro de 2019 às 18:46
O volume de negócios no mercado de imobiliário para habitação terá atingido um valor recorde de 25 mil milhões de euros no ano passado, indicou esta segunda-feira Cristina Arouca, diretora de research da consultora imobiliária CBRE.

A responsável, que falva na conferência "Tendências do mercado imobiliário 2019", organizada pela CBRE, referiu que a este valor somam-se 3,5 mil milhões de investimento em imobiliário comercial.

E sublinhou que existe uma parcela cada vez maior de aquisição de imóveis com capitais próprios, por parte de investidores, em particular estrangeiros. Patrícia Clímaco, "partner" da mediadora imobiliária Castelhana, frisou que o crédito para habitação se situou em cerca de metade dos valores de 2007.

Patrícia Clímaco destacou que foram vendidas cerca de 200 mil casas no ano passado, "ao nível de 2007", sendo que em Lisboa terão sido comercializadas 15 mil habitações, o que constitui um recorde histórico.

"2019 vai ser um grande ano na habitação", defendeu, apesar dos constrangimentos devido à escassez de oferta de casas novas.

Mais oferta e menores preços em Lisboa

Ainda assim, referiu, a oferta de habitação nova em Lisboa este ano deverá ser de cerca de 1.500 casas, uma subida significativa face às 800 novas casas que chegaram ao mercado em 2018. No entanto, cerca de 91% desta nova habitação foi já vendida ainda em planta.

E os preços das casas novas em Lisboa deverão descer este ano entre 5 a 10%, em parte porque se tratam de imóveis fora das zonas "prime", segmento onde a habitação deverá ficar mais cara. Também as habitações usadas deverão ver os seus preços recuar ligeiramente este ano, com uma estimativa de uma queda de 2 a 5%.



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