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Duas rodas portuguesas aceleram 50% nas exportações para 110 milhões em dois meses

Após um crescimento de 34% no ano passado, para um recorde de 594 milhões de euros, a indústria nacional das duas rodas e mobilidade suave fechou os dois primeiros meses de 2022 com vendas ao exterior de 110 milhões de euros, mais 36,2 milhões do que há um ano.

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Rui Neves ruineves@negocios.pt 14 de Abril de 2022 às 10:47
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Portugal tem a maior fábrica de montagem de bicicletas da Europa (a RTE, em Gaia), a maior produtora europeia de rodas para bicicletas (a Rodi, de Aveiro), a primeira empresa do mundo a soldar quadros em alumínio através de robôs (a Triangle's, de Águeda), a empresa que faz os selins para bicicleta mais leves do mundo, com apenas 24 gramas (a Gelu, em Vila Franca de Xira), e a primeira fábrica de quadros de bicicleta em fibra de carbono fora do continente asiático (a Carbon Team, em Vouzela).

 

Após ter renovado em 2020 o título de maior produtor de bicicletas da União Europeia, que tinha ganho a Itália no ano anterior, Portugal deverá manter-se à frente deste ranking industrial após ter fechado 2021 com exportações de 594 milhões de euros, mais 39% do que no primeiro ano de crise pandémica e contra 402 milhões em 2019.

 

Ora, o chamado setor das duas rodas e mobilidade suave continua a acelerar em 2022, tendo fechado os primeiros dois meses deste ano com exportações de quase 110 milhões de euros, o que representa um aumento da ordem dos 50% face ao mesmo período do ano passado.

 

"São números francamente positivos e estamos muito otimistas. Prevíamos que este ano pudéssemos ter um abrandamento (no crescimento), pois em 2021 crescemos qualquer coisa como 39%. No entanto, os números referentes aos dois primeiros meses deste ano parecem reforçar que o crescimento é uma realidade e, a manter-se esta tendência, iremos continuar a subir e, sobretudo, voltar a crescer percentualmente, face ao ano anterior", afirma Gil Nadais, secretário-geral da associação do setor (Abimota), em comunicado.

 

Este crescimento "é compreensível graças aos investimentos que estão a ser realizados pelas empresas e pela Abimota, mas também à conjuntura favorável que as duas rodas e mobilidade suave atravessa", considera a mesma associação.

 

"Sim, a pandemia, a escassez e a consequente subida dos preços dos combustíveis, explicam a aceleração que sentimos. Acho que estes foram os catalisadores. No entanto, os números que estamos a atingir, só acontecem porque em Portugal, desde a década passada, é feito um trabalho e investimentos integrados de todo o setor. Dessa forma, quando as crises aconteceram, já estávamos preparados para responder positivamente", enfatiza secretário-geral da Abimota.

 

Nadais realça, ainda, "a importância que a marca Portugal Bike Value desempenha em todo este plano. O próprio setor está-se a reposicionar, apostando em qualidade e tecnologia de ponta crescendo, desta forma, na cadeia de valor", sinaliza.

 

 

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