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Ryanair investe 253 milhões no aeroporto de Lisboa

A companhia aérea anunciou um investimento de 300 milhões de dólares, perto de 253 milhões de euros, no aeroporto de Lisboa. A transportadora "low-cost" vai também alocar mais três aviões ao aeroporto da capital, a partir de novembro.

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Jason Cairnduff/Reuters
Cátia Rocha catiarocha@negocios.pt 05 de Agosto de 2021 às 10:43
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A Ryanair anunciou um investimento de 300 milhões de dólares no aeroporto de Lisboa, cerca de 253 milhões de euros. Em comunicado, a companhia aérea "low-cost" indica que vai alocar mais três aviões ao aeroporto da capital, a partir do mês de novembro, como base da programação de inverno. Desta forma, o número de aeronaves na base portuguesa eleva-se para sete.

Na mesma nota enviada às redações esta quinta-feira, 5 de agosto, a companhia irlandesa anuncia 22 novas rotas para vários destinos europeus e ainda o reforço de ligações semanais. 

"Com esta ampliação, a Ryanair operará 50 rotas (mais que a TAP) e mais de 250 voos semanais desde Lisboa, incluindo 22 novas rotas para destinos em Itália, Marrocos, França, Espanha, Polónia, Reino Unido, Dinamarca, Alemanha, entre outros". A comparação do número de rotas com a TAP inclui apenas as rotas de curta distância para destinos europeus e para Marrocos operada pela companhia portuguesa, contextualiza a Ryanair. "Adicionalmente, a Ryanair programará 20 voos semanais adicionais em oito rotas da sua rede."

As novas rotas incluem destinos como Agadir, em Marrocos, que passará a contar com quatro voos semanais no inverno de 2021. Já para Fez, também em Marrocos, passarão a ser assegurados dois voos semanais. Tenerife ou Lanzarote passarão ambas a ter três voos semanais no inverno. A empresa passará também a ter uma rota com destino a Palermo, em Itália, ou para Malta, com dois voos semanais.

Já a rota com destino ao aeroporto de Stansted, em Londres, foi reforçada com mais um voo semanal, elevando para 28 os voos semanais. Também Dublin, Ponta Delgada, Bologna, Edimburgo ou Paris Beauvais foram reforçadas, assim como a rota de Ponta Delgada e da Terceira, nos Açores.

"É agora imperativo que o Governo português apoie este investimento, acelerando o desenvolvimento das infraestruturas aeroportuárias de Lisboa (incluindo a abertura do Aeroporto do Montijo) e assegurando que a TAP não acumula faixas horárias de aterragem e descolagem em Lisboa que simplesmente não pode utilizar, devido à redução de 20% da sua frota", explicita a Ryanair.

A empresa frisa que o crescimento da companhia em Lisboa apoiará a recuperação da economia e da indústria turística, mencionando a criação de "4.000 empregos indiretos na região" e que tal "melhorará a conectividade numa altura em que a TAP está a reduzir a sua rede de rotas, frota e trabalhadores."

"A Ryanair operará mais rotas europeias de curta distância a partir de Lisboa do que qualquer outra companhia aérea neste Inverno, sendo um dos maiores investidores estrangeiros na economia portuguesa, criando emprego local e contribuindo anualmente com mais de 138 milhões de euros em impostos governamentais e taxas", comenta o diretor comercial da Ryanair, Jason McGuiness, em comunicado.

Reforçando que a companhia continua empenhada no apoio à indústria turística portuguesa, o diretor comercial da empresa aponta que a "expansão proporcionará 5 milhões de passageiros por ano em Lisboa e apoiará mais de 4.000 empregos diretos e indiretos na região."

Na mesma nota, deixa um apelo à Comissão Europeia, para "assegurar que a TAP deixe de acumular faixas horárias no Aeroporto de Lisboa que não pode utilizar, o que está a bloquear tanto a concorrência como a oferta dos consumidores em Lisboa".

"É agora vital que o Governo português e a Comissão Europeia apoiem o nosso plano de crescimento de 300 milhões de dólares, acelerando o desenvolvimento das infraestruturas aeroportuárias em Lisboa (incluindo a abertura do Montijo) e impedindo a TAP de acumular faixas horárias de descolagem e aterragem no Aeroporto de Lisboa, sem qualquer benefício para os contribuintes portugueses. Continuaremos a transportar milhões de visitantes desde e para Portugal, investindo no setor turístico e normalizando as viagens, ao mesmo tempo que oferecemos aos clientes a maior oferta de rotas e as tarifas mais baixas", reclama.
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