Tecnológicas da China voltam a perder gás com rival do TikTok a afundar 12%
O setor que reúne as maiores empresas de tecnologia no país voltou a cair, com os resultados da Kuaishou a desapontarem.
As ações das maiores empresas de tecnologia chinesas voltaram a sofrer uma queda nesta quinta-feira, depois de um ganho acumulado de quase 10% nas primeiras três sessões desta semana. O destaque da sessão, que teve lugar durante a madrugada em Lisboa, foi para a rival do TikTok, Kuaishou, que viu as suas ações afundarem 12% depois de apresentar resultados abaixo do esperado pelos analistas.
O Hang Seng Tech index, índice de Hong Kong que agrupa as maiores empresas chinesas cotadas deste setor como a Alibaba e a Tencent, sofreu uma queda de 2,3%, com a pressão regulatóra da China sobre as suas maiores empresas de tecnologia a fazer-se ainda sentir. Só em 2021, este índice perdeu dois terços do seu valor face a dezembro do ano passado.
O "sell-off" desta quinta-feira surgiu depois de a Kuaishou ter anunciado um prejuízo de 7 mil milhões de renmibis (o equivalente a cerca de 917 milhões de euros) no segundo trimestre deste ano, depois de ter registado perdas idênticas nos três meses anteriores. Desde o pico de fevereiro, as ações da empresa caíram 83%, eliminando quase todos os ganhos.
No início desta semana, os investidores agarraram-se a outros dados e notícias, que não a pressão regulatória de Pequim, para fazer valorizar estas cotadas. Entre estes dados estiveram os resultados trimestrais da JD.com, com as vendas a superarem as estimativas do mercado, e a entrada do fundo de Cathie Wood, o Ark, a comprar ações nesta empresa, depois de ter reduzido a sua exposição a todas as empresas chinesas para perto de zero, este ano.
Pequim voltou à carga contra as tecnológicas. O mais recente incidente recai sobre um esboço para uma nova legislação que tem como objetivo combater a concorrência desleal que as maiores empresas de tecnologia no país. Nas últimas semanas, depois de 40 anos a permitir que o mercado tecnológico prosperasse de forma robusta, Xi Jinping, líder da segunda maior economia do mundo, lembrou os mercados que a foice e o martelo amarelos estão desde sempre à frente do pano vermelho que compõe a bandeira do Partido Comunista Chinês. A China mudou de postura, passando da "versão americana" para a "versão alemã" em termos de regulação, de acordo com Chen Li, estratega da Soochow Securities, citado pela Bloomberg. Numa outra nota, Chris Leung, economista da DBS Group, diz mesmo que