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Nos paga 1,175% em emissão de 300 milhões com forte procura

O "spread" da emissão arrancou nos 95 pontos base, mas baixou para 75 pontos base. A procura atingiu quase quatro vezes a oferta.

Nos Miguel Almeida
Miguel Baltazar/Negócios
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A Nos está esta segunda-feira no mercado para emitir 300 milhões de euros em títulos de dívida a cinco anos, sendo que o custo final da operação ficou abaixo do inicialmente previsto devido à forte procura dos investidores.

 

Segundo a Bloomberg, o "initial pricing talks" (IPT) arrancou nos 95 pontos base acima da taxa mid swap do euro a cinco anos, o que perfaz um juro de 1,38%. Contudo, até ao fecho da operação o "spread" baixou 20 pontos base pelo que o juro final foi fixado nos 1,175%.

Esta descida nos custos está relacionada com a forte procura, já que os investidores deram ordens para comprar mais de 1,15 mil milhões de euros tendo em conta as condições finais, o que excede a oferta em quase quatro vezes. 
 

Em comunicado, a Nos "congratula-se com a elevada procura registada nesta emissão, de cerca de 1.200 milhões de euros, bem como com a qualidade dos investidores institucionais que participaram na operação, como resultado da qualidade de crédito da Nos".

Esta emissão acontece depois de a empresa liderada por Miguel Almeida ter realizado um "road show" com o objectivo de encontrar investidores na Europa disponíveis para investir em dívida da empresa de telecomunicações.

 

A Nos realizou reuniões desde 16 de Abril e mandatou cinco bancos para organizar esta emissão: Caixabank/BPI, CaixaBI, ING, Santander e SG CIB.

 

Esta operação de financiamento surge depois de a empresa ter contratado duas agências internacionais de "rating" para avaliarem a sua dívida. Standard & Poor’s e Fitch chegaram ambas à mesma conclusão: atribuíram notas em grau de investimento. Ao Negócios, a Nos explicou que estas classificações permitem "um melhor acesso aos mercados de dívida internacionais", admitindo que a realização de novo financiamento pudesse estar a ser analisada.

 

Os títulos que a Nos está a emitir têm maturidade a 2 de Maio de 2023, pelo que o prazo é ligeiramente acima de cinco anos. Para efeitos de comparação, a taxa das obrigações soberanas portuguesas a cinco anos está esta segunda-feira no mercado secundário nos 0,61%, quase metade da taxa que os investidores exigiram à Nos. Os títulos, que vão cotar no Luxemburgo, pagam juro anual e a taxa de cupão foi fixada nos 1,125%.

A empresa liderada por Miguel Almeida acrescenta que "esta emissão destina-se a refinanciar divida existente e financiamento global da actividade, e representa mais um importante passo na concretização da estratégia de financiamento" da cotada, uma vez que irá permitir uma "diversificação das fontes e instrumentos de financiamento, através do acesso ao mercado de capitais de dívida", a "extensão da maturidade média da dívida" e  "a redução adicional do custo médio da dívida".

(notícia actualizada às 17:32 com o comunicado da Nos)

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