pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque
António Moita - Jurista
05 de Janeiro de 2026 às 10:15

Em 2026 comecemos a celebrar cada mês

Celebrar cada mês não é sinal de conformismo, mas de consciência. É reconhecer que os desafios não se resolvem de um dia para o outro e que a construção do futuro se faz passo a passo e muitas vezes de forma silenciosa.

  • Partilhar artigo
  • ...

Entramos em 2026 com a consciência clara de que o futuro deixou de ser previsível. As certezas que durante décadas sustentaram decisões políticas, económicas e sociais foram substituídas por um sentimento difuso de instabilidade, onde o curto prazo se impõe e a capacidade de antecipação se torna cada vez mais difícil. Esta realidade não é apenas portuguesa, mas o país não está imune às tensões que atravessam a Europa e o mundo. A fragmentação do espaço político, a crescente desconfiança dos cidadãos nas instituições e a dificuldade em gerar consensos estruturais tornam a governação mais complexa. A exigência de respostas rápidas convive com a necessidade de decisões e reformas responsáveis e sustentáveis. Reformas que não parecem compatíveis com um tempo em que a pressão mediática tende a simplificar problemas que são, por natureza, complexos. O risco de desgaste das instituições democráticas existe sempre que a política se afasta das preocupações reais das pessoas ou quando a perceção de injustiça se instala.

Ver comentários
Ver mais
Publicidade
C•Studio