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Miguel Beleza 04 de Abril de 2013 às 00:01

Dívida pública atinge 203,4 mil milhões, Gaspar desvaloriza

A contenção de custos salariais e da penosa compressão do salário mínimo são fundamentais para a expansão da oferta empresarial.

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"Em termos daquilo que interessa, que é a sustentabilidade das finanças públicas, esse desenvolvimento não é propriamente significativo".

Vítor Gaspar, in TVI 24 - 21 de Março de 2013

 

As previsões em economia são impossíveis. Vítor Gaspar deve ter razão quando conseguiu controlar a despesa pública, e ainda mais quando estabiliza a dívida externa. Isto significa finalmente que a despesa do país deixou de exceder o rendimento nacional. Os impostos implícitos, caso não se estabilizasse a dívida, reduziriam os incentivos e a capacidade para a liquidar.

Significa também que o êxito na redução do défice e da despesa públicos eram imprescindíveis. O grande aumento de impostos apenas traduz a explosão da despesa pública. E aquele é indispensável.

A contenção de custos salariais e da penosa compressão do salário mínimo são fundamentais para a expansão da oferta empresarial. A forte redução do IRC seria um contributo decisivo para este aumento.

Se o Tribunal Constitucional ou uma mal avisada actuação de um órgão de soberania se orientar para que o governo seja derrubado significa um desperdício de dois anos. Significará promover a pobreza. Há que confiar no bom senso dos portugueses.

Este artigo de opinião integra A Mão Visível - Observações sobre as consequências directas e indirectas das políticas para todos os sectores da sociedade e dos efeitos a médio e longo prazo por oposição às realizadas sobre os efeitos imediatos e dirigidas apenas para certos grupos da sociedade.

maovisivel@gmail.com



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