Rui Barroso
Rui Barroso 23 de junho de 2016 às 22:13

O orgulho islandês

O jogo estava empatado a uma bola já nos descontos. O resultado era suficiente para que a Islândia ficasse em terceiro lugar e transitasse para o quadro mais simpático da fase do "mata-mata".

Os islandeses tinham na mão o poder de controlar o seu destino. Ou geriam o empate e defrontariam a Croácia. Ou procuravam a vitória sob pena de apanhar a Inglaterra, no lote do lago dos tubarões em que estão potências como França, Alemanha, Espanha e Itália.


Mas num contra-ataque relâmpago, os islandeses correram como se não houvesse amanhã para terminar o jogo com a honra da vitória. Noutros países os comentadores faziam contas sobre em que metade do lote do "mata-mata" se iria ficar.


Na Islândia, o relato do jogo correu mundo com um comentador em êxtase numa linguagem imperceptível. Enquanto noutro relvado se empatava e mastigava o jogo nos minutos finais para não correr riscos, a Islândia não esteve cá com meias medidas. Inconsciência ou não, com este espírito aventureiro os ingleses que se cuidem.

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