Raquel Godinho
Raquel Godinho 14 de março de 2019 às 21:50

Perde a banca europeia, ganha a americana

Não é novidade que a política de juros baixos seguida pelo Banco Central Europeu (BCE) é a responsável pela baixa rentabilidade dos bancos europeus.

O economista-chefe do Deutsche Bank, David Folkerts-Landau, fez as contas e concluiu que os bancos europeus deixam de ganhar mais de oito mil milhões de euros por ano devido às taxas de juro baixas e mesmo negativas.

 

O documento, citado pelo jornal espanhol Cinco Días, frisa ainda que a política do BCE criou uma "onda de pânico" que afetou a confiança de investidores e aforradores, enquanto simultaneamente afeta o negócio dos bancos. Uma realidade que acaba por ter impacto também no mercado: desde que as taxas de juro negativas foram introduzidas, em 2017, os bancos europeus perderam 40% do seu valor de mercado. Exatamente o mesmo que ganharam os bancos do outro lado do Atlântico, neste período. Dados que aumentam os receios em torno da falta de capacidade para competir das instituições financeiras do Velho Continente.

 

Num documento de 29 páginas, o especialista avalia um tema que voltou a estar na ordem do dia depois de o BCE ter anunciado, na última reunião, que os juros na região iriam permanecer em mínimos históricos por mais tempo.

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