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Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 27 de Maio de 2019 às 20:26

Quando se decide ignorar as proibições do regulador

As posições a descoberto são um tema que suscita sempre controvérsia. De um lado, há os que acusam os especuladores de manipular o mercado e de afundar as ações, do outro, os que fazem "short selling" e argumentam que apenas estão a recorrer a estratégias de investimento disponíveis no mercado.

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Argumentos à parte, quando o regulador impõe proibições, concorde-se com elas ou não, são para cumprir. Mas há sempre quem ache que pode contornar as regras. Foi o que aconteceu em Espanha, com o fundo Renaissance Technologies, que aumentou a sua posição curta no Liberbank, desrespeitando a proibição implementada pelo regulador espanhol, a 12 de junho de 2017. Segundo o Expansión, a Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV), anunciou nesse dia, com efeitos imediatos e pela duração de um mês, a suspensão das vendas a descoberto, após um período de fortes quedas e volatilidade dos títulos. Apesar desta proibição, o fundo, que é bem conhecido dos investidores portugueses por ser um dos mais ativos nos "shorts" na bolsa, reforçou a sua posição curta. Uma infração muito grave, que valeu uma multa de 150 mil euros ao fundo. Será que lhe serviu de lição, ou o ganho com os "shorts" compensaram?

 

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