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Spotify estreia a valer o dobro da maior cotada nacional

A empresa sueca de "streaming" de música começou a negociar esta terça-feira na bolsa de Nova Iorque a valer 165,9 dólares por acção, o que a avalia em 29,55 mil milhões de dólares. Duas vezes mais do que a Galp Energia.

DR
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É a estreia em bolsa que mais atenções concentrou este ano. Além de ser uma operação de entrada directa, uma opção pouco habitual, aconteceu depois de duas semanas de perdas no sector tecnológico. A empresa sueca arrancou em Wall Street com uma avaliação de quase 30 mil milhões de dólares, o dobro do valor de mercado da maior cotada da bolsa de Lisboa.

A Spotify arrancou, esta terça-feira, a negociar nos 165,9 dólares por acção, acima do preço de referência de 132 dólares fixado pela bolsa de Nova Iorque. Os analistas esperavam que a empresa sueca fosse avaliada entre 20 e 25 mil milhões de dólares, mas este valor de abertura de negociação – em que foram trocadas 5,6 milhões de acções – coloca o seu valor de mercado nos 29,55 mil milhões de dólares (24 mil milhões de euros). Ou seja, o dobro dos 12,7 mil milhões de euros que representam a capitalização bolsista da Galp Energia, a maior empresa do mercado português.

Apesar de não ser o valor a que as acções são vendidas na abertura, o preço de referência que foi definido pela bolsa (132 dólares) acaba por influenciar o valor a que os títulos serão transaccionados. E a primeira cotação acabou por ser superior em 25,7% a este preço. E, durante a sessão, as acções chegaram a negociar nos 169 dólares: mais 1,87% do que o valor de estreia, mas mais 28% do que o preço de referência.

A empresa fechou a valer 149,03 dólares, abaixo do preço de arranque mas 12,90% acima do valor de referência fixado pela Bolsa de Nova Iorque.

A Spotify contou com a Citadel Securities e o Morgan Stanley para a gestão desta entrada directa em bolsa. Foram estes intermediários que analisaram as ordens de compra e venda dos investidores para definirem uma conciliação ideal no preço de venda e de compra. A empresa passou a cotar as acções existentes, detidas pelos seus accionistas e funcionários, sem ter de angariar novo capital. Esta forma pouco convencional de entrar em bolsa reduz alguns dos encargos a que as empresas têm de fazer face, nomeadamente as comissões exigidas.

"Trata-se de uma das estreias em bolsa mais esperadas pelos analistas, apesar das suas particularidades", defende Joaquín Robles, citado pelo Cinco Días. E o analista da XTB alerta que "a escassez na oferta de títulos poderá aumentar a volatilidade no caso de uma grande procura".

Mas, no geral, os analistas revelaram-se optimistas com esta operação e o desempenho da primeira sessão. A MKM Partners iniciou a cobertura das acções com uma avaliação de 200 dólares por acção, enquanto a RBC atribuiu um preço-alvo de 220 dólares.

A empresa sueca é líder no mercado de "streaming" de música. De acordo com os dados citados pelo Financial Times, tinha 71 milhões de subscritores no final de 2017, pretendendo chegar aos 100 milhões no final deste ano. Já a Apple tem 36 milhões de subscritores, enquanto a Amazon revelou que tem "dezenas de milhões".

A empresa estima que as receitas totais, no exercício de 2018, subam entre 20% e 30% para se situarem entre os 4,9 e os 5,3 mil milhões de euros. E estima um impacto negativo nas suas contas de 260 a 300 milhões de euros devido à taxa de câmbio.

#spotify estreia-se na bolsa de Nova Iorque

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