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IVAucher: Donos de negócios com prejuízos querem isenção de IVA

Pretendem que o Governo isente todos aqueles que apresentaram prejuízos nos seus negócios devido à pandemia ou, no limite, reduzam em 50% a taxa de valor acrescentado - em relação aos períodos de confinamento - até ao final deste ano, revela um estudo da Fixando.

A restauração é um dos setores que vão beneficiar do IVAucher.
Mariline Alves
Rui Neves ruineves@negocios.pt 07 de Junho de 2021 às 09:30
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O IVAucher não vai ter qualquer impacto nos negócios do setor terciário, com os profissionais deste ramo a considerarem insuficientes as medidas do Governo - a maioria (58%) dos negócios não são sequer elegíveis, revela um inquérito da plataforma de contratação de serviços locais Fixando.

 

De acordo com este inquérito, realizado junto de 5.600 prestadores de serviços inscritos na plataforma, entre os dias 31 de maio e 3 de junho, os profissionais do setor terciário querem que o Governo isente todos aqueles que apresentaram prejuízos nos seus negócios devido à pandemia ou, no limite, reduzam em 50% a taxa de valor acrescentado - em relação aos períodos de confinamento - até ao final deste ano.

 

De qualquer forma, admitem que a extensão do IVAucher a todos os prestadores de serviços também não seria significativo, pois o prejuízo registado entre 2020 e 2021 nunca poderia ser compensado com esta medida - "26% terá mesmo que encerrar o seu negócio nos próximos três meses, caso a conjuntura económica atual se mantenha", avança a Fixando, em comunicado.

 

"O IVAucher é mais uma ilusão. Basta que só ocorra nos dias da semana em que a grande maioria não pode ir almoçar ou jantar fora", realça um dos profissionais inquiridos, enquanto para outro esta medida "é somente mais uma maneira de controlar os gastos dos portugueses e das empresas, pois é necessário recorrer ao Multibanco, tendo acesso a todas as transações", sublinha, lembrando que, "além disso, esse IVA tem que ser pago pelas empresas mais tarde".

 

"O IVA deveria estar ajustado a cada setor de forma justa e aceitável. Não de forma que sejam pagas taxas sobre taxas e quando se chega ao consumidor final o preço fica incomportável para poder consumir mais e ainda o prestador poder ter margem de lucro", nota mais um dos inquiridos, com um outro a considerar que o IVAucher não é nada mais do que "uma medida para tentar exercer vigilância eletrónica sobre os hábitos de consumo dos cidadãos".

 

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