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Tancos continua a marcar o tom da campanha

Augusto Santos Silva acusou Assunção Cristas de querer “afundar o nível do debate político”. A líder do CDS diz que a atuação do governo no caso Tancos foi “absolutamente vergonhosa”. E Rui Rio diz que o PS está desnorteado.

Tiago Sousa Dias
Negócios com Lusa 29 de Setembro de 2019 às 22:50
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O caso Tancos contina a ser uma das notas dominantes da campanha, proporcionado uma troca de palavras entre o PS e os partidos à sua direita.

"Nós não queremos trazer as instituições da República para a lama, nós sabemos que a justiça e a política são domínios diferentes, sabemos que as Forças Armadas são uma instituição representativa de todo o país, sabemos que as questões judiciais resolvem-se nos tribunais e que as questões políticas tratam-se no parlamento e na política", declarou Augusto Santos Silva, cabeça de lista do PS no círculo eleitoral Fora da Europa, durante um almoço-convívio.

O também ministro do Negócios Estrangeiros visou diretamente a líder do CDS. "A doutora Assunção Cristas parece querer afundar o nível do debate político democrático em Portugal, mas é hoje evidente para todos, basta olhar para as sondagens, que quem se vai afundar é ela própria".

A resposta às acusações de Augusto Santos Silva veio rápida. "Eu devolvo-as ao senhor ministro Santos Silva e candidato também. Ainda nos lembramos bem de quando ele acusava o jornalismo de ser jornalismo de sarjeta", declarou Assunção Cristas em Arouca.

A líder do CDS prometeu defender "as pessoas que querem saber aquilo que se passou em Tancos", no que "foi uma atuação do governo absolutamente vergonhosa a desprestigiar" as instituições e a democracia.

Rui Rio também entrou nesta dança de palavras. "O PS pede muito que o PSD os poupe relativamente a Tancos e nem sequer fale nisso, e depois são eles próprios que vêm com Tancos para a agenda do dia, isso significa que há ali um desnorte no Partido Socialista mas que eu me mantenho naturalmente no meu rumo", declarou o líder social-democrata em Buarcos, Figueira da Foz.

À margem de Tancos mantiveram o PCP e o Bloco de Esquerda. Em Évora, o líder comunista, Jerónimo de Sousa, defendeu a estabilidade governativa da atual legislatura, de acordos inéditos entre PS, BE, PCP e PEV, criticando o homólogo socialista por citar o exemplo espanhol ou eventuais crises económicas para atingir a maioria absoluta.

Já o Bloco de Esquerda mostrou-se empenhado em contrariar a ideia de que é um partido urbano, tendo juntado em Viseu os cabeças de lista por Bragança, Guarda, Portalegre, Vila Real e Castelo Branco.

"Somos das beiras, somos do interior, somos mulheres e somos homens de garra e com vontade da mudança. Esta é a geração que Passos Coelho mandou emigrar, é a geração que se levantou pelo clima e ganhou o seu lugar na rua. Nestas eleições esta geração pode também ganhar um lugar no parlamento", enfatizou a anfitriã Bárbara Xavier, candidata dos bloquistas por Viseu.

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