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Pandemia acelera compras, mas só 27% das empresas vendem online

Quase três em cada quatro negócios portugueses continuam sem oferecer comércio eletrónico, numa fase em que 60% dos utilizadores já fazem compras na Internet. O confinamento aumentou o valor e a intensidade das aquisições, com destaque para a informática, os eletrodomésticos e a entrega de comida em casa.

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António Larguesa alarguesa@negocios.pt 19 de Outubro de 2020 às 09:16
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A pandemia fez aumentar a taxa de penetração de Internet em Portugal, que é agora uma ferramenta utilizada por 81% da população, contribuindo também para que no espaço de apenas um ano tenha subido em seis pontos (para 57%) a percentagem de cibernautas que já fizeram compras online.

 

O contexto provocado pelo coronavírus, incluindo o confinamento, contribuiu para que cerca de 60% dos compradores online tenham aumentado o valor das aquisições através da Internet. Também a intensidade "aumentou significativamente" neste período: 73% fizeram-no, em média, mais do que três a cinco vezes por mês.

 

Os dados são de um estudo sobre economia digital realizado pela ACEPI e pela IDC, que inclui agora as "refeições entregues ao domicílio" e os "produtos alimentares e bebidas" como categorias em destaque. Com tanta gente a trabalhar a partir de casa, também os equipamentos informáticos e os eletrodomésticos tiveram "crescimentos acentuados" em 2020.

 

Depois de ter ultrapassado os seis mil milhões de euros em 2019, representando quase 3% do valor do PIB português, o estudo divulgado esta segunda-feira, 19 de outubro, estima que no final deste ano o valor do comércio eletrónico B2C (isto é, as compras realizadas pelos consumidores portugueses) alcance quase os 8 mil milhões de euros.

 

Oferta ainda reduzida

 

No capítulo da utilização da Internet por parte das empresas, o inquérito evidencia que seis em cada dez têm agora presença digital – 82% afirmam ter domínio próprio –, com as microempresas a darem o maior salto (de 30% para 48%) face ao estudo anterior, divulgado em novembro do ano passado. A maioria (76%) tem página nas redes sociais.

 

No entanto, apenas 27% das empresas portuguesas reconhece ter comércio eletrónico – uma taxa que sobe para 52% se forem consideradas apenas as de grande dimensão. O que continua a crescer é o investimento das empresas em marketing digital, com as redes sociais, o e-mail e a publicidade em motores de pesquisa como os canais mais utilizados e com maior taxa de satisfação.

Entre as que têm comércio eletrónico, a grande maioria ainda não integra a loja física com a loja online. E para as que aproveitam este canal para exportar produtos e serviços, Espanha e França (ambos com 40%) são os destinos preferenciais, seguidos do Reino Unido e dos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP). Ao escolherem o domínio .pt pretendem sobretudo "identificar que a origem é portuguesa".

 

A edição de 2020 deste estudo anual da ACEPI e da IDC, que tem analisado a evolução da economia digital no país desde 2009, calcula ainda que o valor do comércio eletrónico B2B/B2G em Portugal (vendas de empresas a outras empresas ou ao Estado) ultrapasse os 103 mil milhões de euros em 2020.

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