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Trump diz que não alarga prazo de venda das operações da TikTok nos EUA

O presidente norte-americano diz que não estenderá o prazo de 15 de setembro para a chinesa ByteDance vender o seu negócio da TikTok nos EUA.

TASOS KATOPODIS
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 10 de Setembro de 2020 às 23:12
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Donald Trump afirmou esta noite que não alargará o prazo de 15 de setembro para a chinesa ByteDance vender o negócio da aplicação chinesa de vídeos de curta duração TikTok nos Estados Unidos.

 

Ou acabarmos com a TikTok neste país, por razões de segurança, ou terá de ser vendida, declarou o presidente norte-americano, citado pela Bloomberg, quando falou aos jornalistas antes de subir a bordo do avião presidencial para uma viagem de campanha até ao Michigan.

 

Recorde-se que, no passado dia 3 de agosto, Trump declarou que a app chinesa de partilha de vídeos deixaria de funcionarnos Estados Unidos se não fosse vendida a uma empresa norte-americana até 15 de setembro

 

Nos últimos tempos, os decisores políticos norte-americanos têm vindo a manifestar receios relativamente à app, com muitos deles a dizerem que poderá colocar riscos em matéria de segurança nacional, devido aos dados que podem passar para a China e à propaganda que pode chegar em sentido contrário.

  

Segundo o secretário de Estado, Mike Pompeo, receia-se que haja tecnológicas chinesas com presença nos EUA a fornecer dados às autoridades de Pequim. 

 

Há dois dias, o The Wall Street Journal dava conta de que a dona da aplicação chinesa de vídeos de curta duração TikTok estava a avaliar opções que não incluíssem a venda integral das suas operações nos EUA, mas Trump mostra-se irredutível.

 

As conversações em torno desta possibilidade já duram há meses mas assumiram um maior carácter de urgência desde que o governo chinês tomou medidas que tornam uma venda mais difícil, sublinharam ao WSJ fontes próximas do processo.

 

No início deste mês, o WSJ referia, citado pela Lusa, que as negociações para a venda das operações da TikTok nos Estados Unidos se tinham complicado devido à questão de saber se os algoritmos centrais da aplicação poderiam ser incluídos no negócio. Estes algoritmos decidem que vídeos os utilizadores veem sem primeiro lhes requererem que sigam outros utilizadores ou que especifiquem as suas preferências.

Segundo o jornal norte-americano, os algoritmos estavam integrados no negócio até 28 de agosto altura em que o governo chinês introduziu restrições à exportação da tecnologia de inteligência artificial, como a que alimenta a TikTok.

A decisão chinesa seguiu-se aos esforços de Trump no sentido de forçar a venda da TikTok nos EUA, onde a aplicação conta com 100 milhões de utilizadores.

Essas restrições às exportações significam que a ByteDance terá de obter uma licença para exportar qualquer tecnologia restrita para uma empresa estrangeira. A questão é saber se os seus algoritmos precisam da aprovação do governo chinês para serem transferidos e, se assim for, se Pequim autorizará a transferência, sublinhava a Lusa.

Entre os interessados na compra das operações da TikTok nos EUA está a dupla Microsoft-Walmart.

A intenção de a Microsoft comprar o TikTok nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia já era conhecida há semanas, tendo depois unido esforços com a Walmart. Mas a dupla não está sozinha na corrida: também a Oracle e o Twitter já foram referidos como potenciais compradores.

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