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"Vivemos uma crise de gás": Alemanha sobe estado de alarme e reabre centrais a carvão

A Alemanha elevou o nível de alarme sobre o abastecimento de gás no país para um segundo patamar (em três), o que implica reativar algumas centrais a carvão. O preço do gás no mercado europeu já subiu 50% devido à guerra na Ucrânia.

Vasily Fedosenko / Reuters
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A Alemanha elevou o nível de alarme sobre o abastecimento de gás no país para um segundo patamar (em três), o que implica reativar algumas centrais a carvão, segundo o comunicado publicado esta quinta-feira pelo Ministério da Economia germânico.

 

Com este nível de alarme e segundo o prescrito no "Plano de Emergência de Gás" alemão, citado pela Bloomberg, a situação já não é encarada apenas "como uma considerável deterioração das cadeia de abastecimento", mas sim como um fenómeno de "disrupção da procura ou aperto da oferta, ainda que com o abastecimento assegurado".

O nível três é o mais alto e implica que "a cadeia de abastecimento de gás existente não é suficiente para responder à procura", sendo por isso o Estado obrigado a controlar  a distribuição desta matéria-prima.

 

"Este é um caminho pedregoso, mas temos de o percorrer como país. Mesmo que ainda não o sintamos estamos a [viver] uma crise de gás", frisou Robert Habeck, ministro da Economia do Governo do Chanceler Olaf Scholz.

 

Berlim, que depende da Rússia para assegurar um terço do abastecimento do gás do país, emitiu em março o primeiro nível de alarme, quando o Kremlin anunciou que passaria a obrigar as empresas europeias a pagar o gás russo em rublos.

 

Desde então o armazenamento de gás na Alemanha está quase pela metade (58%), comprometendo a meta do Governo de encher os depósitos até 90% até novembro, para o inverno. Atualmente, 15% da eletricidade alemã é gerada a partir de gás.

 

Face a esta notícia, os preços do gás natural na Europa no índice holandês TTF, que é o "benchmark" para os mercados europeus, crescem 1,7%, até aos 129,30 euros por megawatt-hora (MWh).

Desde que a companhia energética pública russa reduziu os fluxos de gás que passam pelo Nord Stream até à Europa em 60%, os preços desta matéria-prima no mercado de Amesterdão valorizaram mais de 50%.

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