As coisas estão a piorar e as pessoas já perceberam
Portugal tem um problema de excesso de aparelho do Estado, de dívida pública elevada e de falta de produtividade por trabalhador.
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Durante tempos de crise a narrativa política é a de que o país está melhor, mas que o dinheiro ainda não chegou aos bolsos dos portugueses. Algumas vezes assim é sendo que, o rendimento disponível das famílias nunca atinge as expectativas que lhes vão sendo criadas. Talvez por isso é que poucos são os que acreditam que o amanhã será radioso. Não me refiro apenas a este governo em particular. Esta tem sido a marca da última década. Por cada ilusão criada, concretizam-se várias desilusões. A falta de estabilidade das políticas, o gerir crises procurando satisfazer interesses corporativos, a ausência de uma estratégia de desenvolvimento aceite por uma base alargada do eleitorado, a incapacidade de reformar o que está caduco e afeta o nosso dia-a-dia, tudo isto são males que são internos e que têm responsáveis de quem sabemos o nome. A tudo isto acresce o que nos chega de fora e que afeta sem contemplações a nossa frágil economia. O governo e o seu líder prosseguem a narrativa do otimismo, agora mais moderado mas sempre irritante, insistindo em que a prudente gestão orçamental aliada à eficaz aplicação dos fundos comunitários, irá levar Portugal ao “pelotão da frente” como noutros tempos se dizia. História conhecida esta que ano após ano se revela mais distante de um final feliz. Crescemos quase sempre menos do que aqueles com quem nos podemos comparar, logo a distância dos melhores vai-se acentuando.
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