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Luz Saúde lucra mais 16% no primeiro trimestre

A dona do Hospital da Luz fechou Março com lucros de 6,2 milhões de euros e viu as receitas subirem com o "aumento generalizado da actividade". Já o investimento na expansão - em Guimarães e Gaia - penalizou o endividamento.

Pedro Elias
Paulo Zacarias Gomes paulozgomes@negocios.pt 17 de Maio de 2016 às 20:23
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O grupo Luz Saúde encerrou os primeiros três meses do ano com um resultado líquido de 6,2 milhões de euros, mais 16,1% face aos 5,3 milhões de euros do mesmo período de 2015.


Segundo o comunicado enviado pela empresa liderada por Isabel Vaz (na foto) à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), os rendimentos operacionais da companhia aumentaram 8,5% para 116,1 milhões de euros, impulsionados "por um aumento generalizado da actividade, quer ambulatória, quer de internamento", refere o documento.


Contudo, o agravamento dos custos operacionais (de 91,6 para 100,7 milhões de euros) penalizou o EBITDA, que ficou em linha com o do primeiro trimestre do ano passado, nos 15,5 milhões.


Os ganhos antes de juros, impostos, depreciações e amortizações
foram influenciados pela consolidação do Hospital da Misericórdia de Évora, do processo de reestruturação do Hospital da Luz – Guimarães e pela margem negativa da actividade no Hospital Beatriz Ângelo (Loures) "justificada maioritariamente pelo aumento do peso dos custos com consumíveis e fármacos", argumenta o comunicado.


Os resultados financeiros negativos melhoraram em 27,7% para os 1,6 milhões, enquanto os impostos aumentaram 12,4%, para 2 milhões de euros.


O investimento da Luz Saúde ascendeu a 27,2 milhões de euros entre Janeiro e Março, com a fatia esmagadora – 26,2 milhões – a ser destinada a gastos de expansão, como a compra do Hospital da Luz - Guimarães e do Hospital do Mar – Gaia.


O investimento na expansão teve também reflexo, segundo o comunicado, na dívida líquida consolidada, que aumentou para 218,9 milhões de euros (mais 31,6 milhões de euros que no final do ano passado).


No comunicado, a empresa alerta ainda que a transferência da tutela da ADSE para o Ministério da Saúde "poderá ter implicações futuras no seu relacionamento com os prestadores privados, tendo em conta o eventual compromisso da sua independência enquanto subsistema privado face ao SNS, também financiador e prestador de cuidados de saúde".

A companhia anunciou ainda as datas em que espera apresentar resultados do primeiro semestre (29 de Julho) e do terceiro trimestre (8 de Novembro), em ambos os casos após o encerramento do mercado.

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