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Efacec indica ter pago 16,6 milhões aos acionistas e não 29,5 milhões

A empresa encontra-se em processo de venda da participação maioritária de Isabel dos Santos e, segundo o Expresso, tem entre os candidatos à compra a Sonae Capital.

Isabel dos Santos visitou a Efacec em fevereiro de 2018 e foi muito elogiada pelo então ministro Caldeira Cabral.
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Negócios jng@negocios.pt 09 de Junho de 2020 às 19:17
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A Efacec indica esta terça-feira que em 2018 e 2019 pagou aos seus acionistas 16,65 milhões de euros e não 29,5 milhões, conforme foi "erradamente afirmado".

O comunicado do conselho de administração da empresa surge em resposta a "notícias publicadas nas últimas semanas sobre a empresa" e visa, sobretudo, as "insinuações de que a empresa teria sido descapitalizada em 2018 e 2019 por saídas de dinheiro para os seus acionistas".

Sobre essa matéria, a empresa afirma que "é importante esclarecer que, entre 2018 e 2019, a Efacec Power Solutions SGPS, S.A., pagou aos seus acionistas, a título de reembolso de prestações acessórias, 16.652.472 euros e não 29,5 milhões de euros como foi erradamente afirmado".

A Efacec detalha os montantes entregues aos acionistas, referindo que "de acordo com as notícias a circular, os 29,5 milhões de euros teriam saído da empresa em dois passos. Um primeiro, através do reembolso de prestações acessórias no valor de 24,4 milhões de euros. Importa esclarecer que este valor é o montante que foi deliberado restituir aos acionistas, no entanto estes apenas receberam 16,7 milhões de euros, entre 2018 e 2019".  

"Num segundo passo teriam saído 5,3 milhões de euros como contrapartida pela aquisição de ações próprias ao acionista minoritário. Contudo, esta aquisição foi feita sem qualquer efeito cash, através de cessões de créditos, em execução de acordos previamente contratualizados entre os acionistas aquando da aquisição da empresa em outubro de 2015, não tendo havido, como tal, qualquer saída de capital da empresa", sublinha.

 
A Efacec refere ainda que a alteração na sua estrutura acionista "exige a intervenção, consentimento e autorização de um leque variado de stakeholders do grupo, e não apenas da acionista maioritária".


A empresa lamenta que tenham sido divulgados nomes de "entidades alegadamente" interessadas na aquisição da participação, frisando que essa divulgação "corresponde a uma violação de obrigações de confidencialidade que pode pôr em causa a participação dessas entidades no processo de venda, causando sérios danos à Efacec".


A administração da empresa conclui apelando "à responsabilidade de todos relativamente aos danos que podem ser causados, eventualmente irreversíveis, pela publicação de notícias com factos incorretos e juízos de valor enviesados".

No passado sábado, o semanário Expresso noticiou que a Sonae Capital e o fundo de capital de risco Alpac Capital eram os concorrentes nacionais a entrar no capital da Efacec. O jornal indicava ainda um lote mais vasto de potenciais interessados que incluía o fundo norte-americano Oaktree, a chinesa Hengtong, a espanhola Ormazabal , a egípcia Elsewedy Electric, bem como o JP Morgan, a H.I.G. Capital e a MCH Capital.

As propostas não vinculativas para a compra da participação de 67,2% na Efacec terão de ser entregues até 26 de junho

A casa de investimento StormHarbour foi mandatada para liderar o processo de venda decidido após o escândalo "Luanda Leaks", que levou Isabel dos Santos a decidir sair da Efacec.

Isabel dos Santos comunicou a sua decisão de abandonar a Efacec no passado dia 14 de janeiro na sequência do caso Luanda Leaks, tendo solicitado ao conselho de administração que iniciasse desde logo as diligências necessárias para concretizar este objetivo.

O outro acionista da Efacec é a MGI Capital. Esta sociedade, detida pelos grupos Mello e TMG, controla 28% do capital, os quais têm acompanhado a evolução deste processo.

A empresária havia assumido o controlo maioritário da empresa em 2015, através da holding Winterfell, nome inspirado na séria de Guerra dos Tronos (Winterfell era a capital do Norte, principal palco de uma das famílias protagonistas da série da HBO).

Quando Isabel dos Santos comprou a Efacec a empresa estava em falência técnica, tendo regressado aos lucros em 2016. Em 2018 fechou o exercício com lucros de 14,1 milhões de euros, tendo registado uma faturação de 433,2 milhões de euros, 75% da qual se ficou a dever a vendas para o exterior.

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