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Web Summit espera receber 40 mil pessoas este ano na edição presencial. Night Summit será diferente

A Web Summit regressa este ano a um formato presencial, esperando receber um total de 40 mil pessoas. As questões de logística obrigaram a alterações na Night Summit e ainda no número de oradores.

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Cátia Rocha catiarocha@negocios.pt 28 de Setembro de 2021 às 11:10
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Paddy Cosgrave, o fundador da Web Summit, apresentou esta terça-feira, 28 de setembro, os primeiros detalhes sobre a edição deste ano, que voltará a decorrer em formato presencial. Em 2020, devido à pandemia de covid-19 a conferência dedicada à tecnologia e empreendedorismo passou para o ambiente digital. 

Numa conferência de imprensa em conjunto com Pedro Siza Vieira, ministro da Economia, e com André de Aragão Azevedo, o secretário de Estado para a Transição Digital, presente na plateia, Cosgrave revelou que o evento espera receber 40 mil pessoas este ano. A título de comparação, em 2019 o evento juntou 70 mil pessoas em Lisboa.

O número esperado de participantes para 2021 foi sendo alterado ao longo do tempo, revela o fundador da Web Summit. "No início do ano não era claro se a Web Summit se iria realizar [presencialmente]  e esperámos até meio do ano para perceber", refere o CEO do evento. Mas a realização de eventos de larga escala, como o Mobile World Congress, em Barcelona, trouxe alterações. 

"Inicialmente fomos muito conservadores, não tínhamos a certeza sobre os números com que nos podíamos comprometer", indica Cosgrave, que refere que este total foi sofrendo alterações e escalando ao longo do tempo. 

A organização da Web Summit garante estar "a trabalhar de perto com o Governo e a Direção-Geral de Saúde para que todos os protocolos sejam postos em prática" no que diz respeito à pandemia. A conferência divulgou há algumas semanas que os participantes precisarão de apresentar um certificado digital ou um teste negativo à covid-19 para poder entrar no evento. 

Mas as questões logísticas vão obrigar a algumas alterações no evento, nomeadamente no que diz respeito a palcos disponíveis para receber os oradores do evento. "Logisticamente não há espaço para colocar todos os speakers", explica Paddy Cosgrave, quando questionado sobre a redução na dimensão de oradores presentes em 2021.

Outra mudança está ligada àquilo que acontece após as conferências e "networking" no Parque das Nações. "A Night Summit será radicalmente diferente a comparar com anos anteriores", diz Paddy Cosgrave, referindo-se ao evento que decorre à noite, já após o encerramento das portas nos pavilhões da FIL e no Altice Arena. "Ter cerca de 10 mil pessoas num único ponto, como já aconteceu - acho que não é uma boa ideia". Por isso, na edição deste ano a Night Summit será distribuída por "vários locais"; com Cosgrave a referir que tal poderá ser uma oportunidade para as empresas mais pequenas. 

O ministro da Economia comenta que o regresso do evento à sua versão presencial "é por si só uma excelente notícia para a economia da cidade e do país". Logo a seguir, Siza Vieira destaca que "é muito bom perceber que a aposta que fizemos há uns anos de concentrar a Web Summit em Lisboa vai dar um contributo essencial" para a economia do país, acrescentando que o evento realiza-se numa época do ano tradicionalmente com menos turismo em Portugal. 

"A colaboração com a Web Summit tem-se revelado muito positiva para o país". O ministro avança nesta ocasião uma avaliação pedida à Universidade do Minho sobre o impacto do evento na economia portuguesa, citando que a conferência tem um "impacto sobre a procura interna de 72 milhões de euros". "Claramente é uma aposta vencedora", remata o governante. 

"O impacto económico da Web Summit vai para além dos números diretos", explicita Siza Vieira, apontando para o "impacto no setor tecnológico à escala internacional". Além disso, permite "elevar significativamente a imagem do nosso país e colocá-lo no mapa da inovação e posicionando como investimento para empresas tecnológicas."

Paddy Cosgrave também refere nesta conferência de imprensa que a organização está "firmemente comprometido com Lisboa e com Portugal", acrescentando que a empresa tem a "trabalhar a partir de Portugal o maior número de pessoas". "Os rumores das redes sociais não devem ser tidos em conta", acrescenta o fundador, referindo-se a informações que avançavam a possibilidade de a Web Summit abandonar Portugal.

Governo quer apresentar medidas em tempo de Web Summit
Siza Vieira indica que o executivo pretende fazer coincidir "duas medidas importantes" com a data de realização do evento de tecnologia e empreendedorismo na capital. 

A primeira passa pela realização da primeira assembleia-geral da European Startup Nations Alliance. "Esperamos ter reunidas as condições", indicou o ministro da Economia, recordando o conjunto de regras a que os Estados-membros de comprometeram para fazer crescer o setor do empreendedorismo em território europeu. 

Além disso, Siza Vieira refere ainda a vontade de o executivo "apresentar um pacote de apoio ao empreendedorismo e inovação". 

A Web Summit decorre este ano de 1 a 4 de novembro, no Parque das Nações, em Lisboa.
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