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Isto é tudo o que muda na sua fatura de luz e gás a partir de 1 de outubro

Contas feitas, em alguns casos os aumentos entre eletricidade e gás natural poderão chegar a mais 40 euros nas faturas mensais dos clientes domésticos. 

O Governo garante que, se estivesse em vigor no primeiro trimestre do ano, o travão aos preços do gás teria permitido poupar 18% na luz.
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Negócios com Lusa 30 de Setembro de 2022 às 23:30
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O primeiro dia de outubro de 2022 vai trazer mudanças significativas nas contas de luz e gás das famílias portuguesas. Contas feitas, em alguns casos os aumentos entre eletricidade e gás natural poderão chegar a mais 40 euros nas faturas mensais dos clientes domésticos. 

A situação mais dramática de aumentos nos preços é, sem dúvida, no gás natural, O que levou o Governo a permitir que as famílias regressem de novo ao mercado regulado de gás natural (onde poderão ficar até 2025), onde vão encontrar tarifas mais baixas e poderão poupar até 70%, tanto para uma família sem filhos como para um agregado com dois filhos, ambos sem aquecedor central e um consumo anual até 292 metros cúbicos. 

Com o Governo a falar em aumentos na ordem dos 170 a 190% no mercado livre de gás, até esta semana, as empresas do Grupo Galp que operam como Comercializador de Último Recurso (CUR) já registaram 36 mil pedidos de mudança para o mercado regulado de gás, enquanto a EDP contabiliza 23 mil pedidos. 

A verdade é que os preços do gás natural também vão subir no mercado regulado a 1 de outubro. Ainda assim, e mesmo com este aumento, a mudança compensa, garante o governo. Dita a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) que já a partir deste sábado entre em vigor uma subida de 3,9% face ao mês anterior. Traduzido para a fatura de outubro, e face a setembro, trata-se de um aumento de 87 cêntimos numa fatura média mensal de cerca de 25 euros para um casal com dois filhos (2.º escalão e consumo anual de 292 m3). 

Aumentos até 190% no gás no mercado livre

Tudo começou no final do mês de agosto, quando a EDP Comercial lançou o pânico ao anunciar que já a partir deste sábado, 1 de outubro, os seus clientes vão sofrer aumentos médios mensais na ordem dos 30 euros na fatura. A medida afeta mais de 650 mil clientes domésticos, sendo que a maioria também contrata eletricidade à EDP e paga as duas energia na mesma fatura.

A estes 30 euros somam-se ainda cinco a sete euros de taxas e impostos, uma subida que a empresa justificou com a escalada de preços nos mercados internacionais, depois de ter estado um ano inteiro sem fazer atualizações de tarifário. A EDP Comercial informou que os novos preços vão estar em vigor durante três meses, e não durante um ano, como habitual, estando sujeitos a revisões em alta ou em baixa, no final daquele período.

Depois da EDP, foi a vez de a Galp anunciar anunciar aumentos na fatura do gás natural a partir de 1 de outubro, na ordem dos oito euros, para o escalão mais representativo de clientes. A empresa justificou a subida também com o "custo de aquisição em linha" com os preços no mercado internacional.

Esta será a quarta atualização de preços da petrolífera este ano: primeiro em janeiro, depois em abril num valor entre 1,8 e 3 euros, em julho com uma nova atualização de "cerca de 3,60 euros para o escalão mais representativo de clientes Galp", e agora em outubro. 

A Goldenergy foi a última a anunciar uma subida. Os clientes da elétrica vão sofrer em outubro aumentos médios de 10 euros nas faturas de gás mensais, que abrangem tanto famílias como pequenos negócios. A energética justificou esta subida com os custos dos acessos regulados, a volatilidade do mercado e a escalada de preços do gás. O novo tarifário será aplicado até ao final do ano, sendo revisto face às alterações do mercado.

E a luz, também vai subir?

Na eletricidade, o caso é aparentemente mais simples, mas também há aumentos, para já apenas no mercado regulado. Depois de ter ditado uma descida nas tarifas de 2,6% em julho, para outubro a ERSE inverteu a tendência e irá implementar a 1 de outubro um aumento de cinco euros por MWh, equivalente a uma subida média de 3% na fatura mensal.

Feitas as contas pelo regulador, estamos a falar de quase mais três euros na fatura da luz de outubro, por comparação com setembro, numa fatura média mensal perto dos 95 euros para um casal com dois filhos (potência 6,9 kVA, consumo 5000 kWh/ano).

No mercado livre, a  EDP Comercial descartou "mais alterações até ao final do ano no preço da eletricidade", a menos que haja "situações excecionais no decorrer dos próximos meses".

Sem subidas mantêm-se também os clientes da Endesa, que se comprometeu a manter os preços contratuais até dezembro e a cumprir os compromissos estabelecidos no mecanismo ibérico, depois de o presidente da empresa ter afirmado que a eletricidade iria subir 40% em agosto. A Iberdrola também não anunciou aumentos.
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