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Facebook suspende 200 aplicações por uso indevido de dados

A rede social já suspendeu cerca de 200 aplicações que tenham tido acesso a grandes quantidades de dados dos utilizadores, uma resposta ao escândalo da Cambridge Analytica.


Os gigantes tecnológicos dos EUA (Facebook, Amazon, Apple, Netflix e Google) foram responsáveis por uma subida do Nasdaq até 29% em 2017, até ao momento, e o retorno dos FAANG cifrou-se em mais de 50%, em termos médios. Na nossa opinião, não se trata de uma mera recorrência da bolha dot-com verificada no final da década de 1990. Ao contrário dessa experiência — durante a qual os analistas imaginaram novas formas de valorizar empresas que não passavam de ideias — as empresas que lideram actualmente o sector são reais e apresentam fluxos de caixa tangíveis. Estamos em crer que a inovação tecnológica é um tema estrutural que poderá acrescentar 1% -1,5% ao crescimento potencial do PIB mundial nos próximos 10-15 anos.
Reuters
Raquel Murgeira raquelmurgeira@negocios.pt 14 de Maio de 2018 às 14:23
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O Facebook já suspendeu cerca de 200 aplicações que tenham tido acesso a "grandes quantidades de informação" dos utilizadores da rede social, uma medida em função da investigação que surge depois do escândalo da Cambridge Analytica, segundo Ime Archibong, vice-presidente de parcerias de produtos do Facebook, citado na Reuters.

A rede social assegura que já analisou milhares de aplicações, como parte de uma investigação lançada pelo CEO Mark Zuckerberg, em Março. O líder do Facebook garante que todas as aplicações que tiveram acesso a "grandes quantidades de informação" antes de a empresa reduzir o acesso aos dados dos utilizadores, em 2014, vão ser investigadas.

"Há muito trabalho a ser feito para encontrar todas as aplicações que possam ter usado mal os dados dos utilizadores do Facebook - e isso levará tempo", disse Archibong, citado na Reuters. "Temos grandes equipas de especialistas internos e externos a trabalhar no duro para investigar essas aplicações o mais rápido possível", acrescentou.

A investigação surge depois do Facebook ter sido atingido, em Março, por um escândalo de privacidade de dados em torno do facto da consultora política Cambridge Analytica ter acedido à informação pessoal de mais de 87 milhões de utilizadores, sem a permissão dos mesmos.

O incidente levou a várias reacções negativas por parte de celebridades, utilizadores e accionistas da empresa, tendo resultado em grandes perdas em valor de mercado da cotada. Zuckerberg pediu desculpas pelos erros cometidos e testemunhou frente aos membros do Congresso dos EUA. 

A empresa recuperou grande parte do seu valor de mercado, depois de ter reportado resultados, em Abril. As vendas da empresa sediada na Califórnia aumentaram 49% face ao período homólogo de 2017, para 11,97 mil milhões de dólares, quando a projecção média apontada pelos analistas inquiridos pela Bloomberg era de 11,4 mil milhões.

Já os lucros da rede social também foram superiores às estimativas dos analistas. A empresa registou um aumento de 63% do seu resultado líquido, para 4,99 mil milhões de dólares (1,69 dólares por acção), quando as previsões apontavam para um lucro por acção de 1,35 dólares.

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