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Grupo EDP lidera ganhos do setor na Europa após resultados e plano estratégico

As duas cotadas do grupo EDP presentes na bolsa nacional estão a reagir bem aos resultados divulgados ontem pela "casa-mãe", já depois do fecho de sessão, assim como ao plano estratégico que a empresa definiu até 2025.

Miguel Stilwell de Andrade acumula a liderança da EDP e da EDP Renováveis.
Ricardo Almeida
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 25 de Fevereiro de 2021 às 12:50
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As ações da EDP e da EDP Renováveis estão a valorizar em torno dos 4%, como reação aos resultados divulgados ontem à tarde e ao plano estratégico para 2021-2025 apresentado hoje pela "casa-mãe", registando os melhores desempenhos em bolsa em todo o setor das "utilities" na Europa, na sessão de hoje.

A empresa liderada por Miguel Stilwell ganha 4,18% para os 4,915 euros por ação, numa manhã em que quatro casas de investimento reviram as suas avaliações sobre a empresa, apesar de nenhuma alteração nem no preço-alvo, nem na recomendação ter sido efetuada. 

Entre os bancos que atualizaram a sua visão sobre a empresa estão o JB Capital Markets, o Barclays, o Oddo BHF e o Morgan Stanley, com um preço-alvo a oscilar entre os 5,90 euros e os 6,30 euros por ação. No geral, o preço-alvo médio definido pelas 23 casas de investimento que acompanham a EDP é de 5,44 euros por ação, de acordo com a Bloomberg, o que confere à empresa nacional um retorno potencial de 22,5%, tendo em conta o valor de fecho de ontem.

A julgar pela reação matutina em bolsa, os investidores aplaudiram as recentes atualizações do grupo, uma vez que também a EDP Renováveis conseguiu contrariar a sua "forma recente" em bolsa marcada por sucessivas quedas desde o início deste ano. Hoje, a cotada valoriza 3,58% para os 19,10 euros por ação. Ainda assim, fevereiro poderá ser o segundo pior mês da sua história em bolsa para a empresa, com uma queda mensal a rondar os 20%.

As duas cotadas estão a liderar os ganhos em todo o setor das "utilites" na Europa, que desvaloriza 0,5%, num dia em que as espanholas Endesa e Iberdrola perdem cerca de 1,7%.

Ontem, a EDP anunciou que terminou o exercício de 2020 com lucros de 801 milhões de euros, o que representa um aumento de 56% em relação àqueles obtidos no ano anterior, tendo já hoje anunciado que tem como meta atingir um de 1,2 mil milhões de euros em 2025, de acordo com o seu plano estratégico. A subida de 8% anual face aos números de 2020 aponta as baterias para um valor acima dos mil milhões de euros, onde a EDP já esteve, e onde prevê regressar em 2023.

À boleia do aumento de lucros está também na calha um aumento de dividendos para os acionistas. O objetivo da empresa é pagar entre 75% e 85% dos lucros por ação, o que significa que em 2025, se a sua meta de lucro for atingida, a EDP deverá distribuir entre 900 milhões e 1,02 mil milhões de euros, ou entre 22,7 cêntimos e 25,7 cêntimos. Nos anos do plano estratégico, entre 2021 e 2025, serão pagos aos acionistas um total de cerca de 4 mil milhões de euros em dividendos.

No plano estratégico, 
a empresa anuncia que vai investir cerca de 24 mil milhões de euros entre 2021 e 2025, o que representa um valor anual de 4,8 mil milhões de euros. Trata-se de um reforço significativo face aos 2,9 mil milhões de euros investidos por ano entre 2019 e 2022.
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