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Quem são os Mais Poderosos de 2020?

Conheça toda a lista dos 50 Mais Poderosos de 2020 do Negócios. Na 11.ª edição dos Mais Poderosos, veja quem subiu, quem desceu e os que entraram. Este ano houve mudanças no primeiro lugar. O Presidente da República, que tinha sido o Mais Poderoso durante três anos, deu lugar ao primeiro-ministro.

Negócios 05 de Setembro de 2020 às 21:00

#1 - António Costa

#1 - António Costa
#Porque sobe - A crise sanitária conferiu ao Governo e ao primeiro-ministro um poder que não tivera até aqui. Foi decretado o estado de emergência pela primeira vez em quase 45 anos e a ação do Executivo ganhou uma autoridade e centralidade reforçada. A necessidade de união perante a adversidade esvaziou o espaço de manobra dos partidos e do Presidente da República. Com a covid-19, a popularidade de António Costa atingiu os níveis mais elevados desde que chegou ao cargo e recolocou o PS perto da maioria absoluta nas intenções de voto. Sem ela, continua refém dos entendimentos à esquerda ou com o PSD.

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#2 - Marcelo Rebelo de Sousa

#2 - Marcelo Rebelo de Sousa
#Porque desce - Quando se está no topo só se muda para baixo. Foi o que aconteceu a Marcelo, que desceu uma posição. A razão principal foi a pandemia que lhe tirou palco entregando-o ao chefe do Governo. A quarentena em plena crise e algumas precipitações durante a pandemia fizeram deste ano o mais difícil do seu mandato presidencial. Ainda assim, a sua popularidade continua nos píncaros, está à beira de um resultado eleitoral histórico e faz estremecer o Governo sempre que quer.

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#3 - Christine Lagarde

#3 - Christine Lagarde
#Porque sobe - Christine Lagarde dá um salto enorme na tabela dos Mais Poderosos para a economia portuguesa pelo lugar de destaque do Banco Central Europeu na gestão da crise provocada pela pandemia de covid-19. Para um país fortemente endividado, e a precisar de se endividar ainda mais para reagir à crise, a definição da política monetária será da maior importância. Sem juros baixos e o acesso facilitado ao financiamento, será difícil a Portugal ultrapassar aquela que se espera que seja a maior recessão desde 1928.

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#4 - Angela Merkel

#4 - Angela Merkel
#Porque sobe - A ascensão de quatro posições no "ranking" do Negócios denota a importância acrescida da chefe do governo alemão para a economia portuguesa num contexto de crise. Preponderância que, no caso de Angela Merkel, é ainda mais notória graças ao estatuto de líder incontornável da UE que adquiriu. Em pleno resgate da troika a Portugal, Merkel era a mais poderosa porque as linhas de ação na Europa eram, na prática, definidas em Berlim. Quando se atravessa a maior recessão desde 1929 não é muito diferente.

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#5 - Xi Jinping

#5 - Xi Jinping
#Porque desce - A descida ligeira do Presidente chinês, Xi Jinping, na lista dos Mais Poderosos tem uma razão substantiva, os danos de imagem causados pela circunstância da pandemia de covid-19 ter tido origem no seu país. Este facto teve também um efeito ricochete materializado na derrapagem da economia chinesa. Em Portugal, os interesses de Pequim mantêm-se intactos e foram até reforçados com a anunciada compra de 30% do capital da Mota-Engil por parte da CCCC (China Communications Construction Company).

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#6 - Donald Trump

#6 - Donald Trump
#Porque desce - Após ter ficado em 7.º em 2018 e em 5.º em 2019, Donald Trump fica agora em 6.º na lista dos Mais Poderosos. Uma descida que reflete a possibilidade de não reeleição e a quebra nas sondagens. Ainda assim, esta quase imutabilidade no "ranking" do Negócios mostra como o Presidente dos EUA mantém sempre enorme influência na economia global. A aliança atlântica continua a ser uma trave-mestra da diplomacia lusa e, pese embora o protecionismo de Trump, os laços económicos entre os dois países são cada vez mais estreitos.

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#7 - Emmanuel Macron

#7 - Emmanuel Macron
#Porque sobe - O Presidente francês acabou de remodelar o seu governo, afastando o primeiro-ministro, o que reflete bem as suas dificuldades internas. Mas no plano europeu, Emmanuel Macron tem vindo a somar pontos. Além de ter conseguido pôr gente da sua confiança na liderança das principais instituições europeias, o francês desenvolveu uma grande cumplicidade com a todo-poderosa Angela Merkel, reerguendo o eixo franco-alemão, que foi decisivo no acordo sobre o fundo de recuperação para a Europa.

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#8 - Pedro Soares dos Santos

#8 - Pedro Soares dos Santos
#Porque desce - É uma descida com sabor a manutenção. A Jerónimo Martins é a terceira maior em capitalização bolsista, a seguir às duas empresas do universo EDP, e foi considerada este ano como a 50.ª maior retalhista do mundo. O contexto adverso da pandemia provocou uma queda dos lucros no primeiro semestre e obrigou a gastos extras de 80 milhões de euros. Ainda assim, o bom desempenho da Biedronka, a estrela da companhia liderada por Soares dos Santos, permitiu fechar o semestre com um aumento das vendas.

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#9 - Paula Amorim

#9 - Paula Amorim
#Porque mantém - Paula Amorim consolida a sua posição no "top" 10 dos Mais Poderosos do país. Deixou apenas formalmente a presidência do grupo Amorim para a irmã do meio, continuando a ter o papel central na liderança do império empresarial da família mais rica de Portugal, segurando o lugar de "chairman" da Galp e da "holding" que controla a maior corticeira mundial. Acresce, a título pessoal, um grupo que está a reforçar a sua paleta de negócios de luxo, sobretudo na lisboeta Avenida da Liberdade e na Comporta.

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#10 - Paulo Macedo

#10 - Paulo Macedo
#Porque mantém - Paulo Macedo tem vindo a consolidar o seu poder ao longo dos anos. Quer no mundo da política, quer agora enquanto presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos. Mantém-se no "top" 10 da lista dos Mais Poderosos, numa altura em que está prestes a concluir o plano de reestruturação inerente à recapitalização imposto por Bruxelas à Caixa. Será também o último ano de mandato do gestor que foi ministro da Saúde no governo de Pedro Passos Coelho.

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#11 - Miguel Maya

#11 - Miguel Maya
#Porque mantémMiguel Maya mantém-se perto do "top" 10 na lista dos Mais Poderosos, que passou a integrar no ano passado. O gestor, que assumiu a liderança do BCP em 2018, tem trabalhado lado a lado com o "chairman" Nuno Amado para cumprir as metas que tem em mãos: reduzir o crédito malparado ao mesmo tempo que reforça a rentabilidade, de maneira a distribuir os lucros pelos acionistas. Uma missão que a pandemia veio agora complicar ao banqueiro com quase 30 anos de "casa".

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#12 - Mark Zuckerberg

#12 - Mark Zuckerberg
#Porque sobe - O seu nome é sinónimo de poder. Nas redes sociais de Mark Zuckerberg, o mundo pula, avança e por vezes recua. Facebook, WhatsApp, Instagram e Messenger são hoje plataformas de comércio, instrumentos de política, palco para eventos e verdadeiros meios de comunicação. Nelas constroem-se e destroem-se reputações, ganha-se e perde-se dinheiro. Estão por todo o lado. A subida de duas posições revela que o fundador do Facebook cimentou o seu lugar de "influencer" na economia mundial.

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#13 - Pedro Castro e Almeida

#13 - Pedro Castro e Almeida
#Porque sobe - Pedro Castro e Almeida assumiu a liderança do Santander numa fase de acalmia para o banco, já com a integração do Banif e do Popular concluídas e com os lucros em crescimento. Sob a sua gestão, a instituição ainda conseguiu aumentar os lucros de 2019, antes de ser abalada pela pandemia. O presidente de um dos maiores bancos a operar em Portugal sobe no "ranking" numa altura em que a banca é chamada a responder às necessidades geradas pela crise atual.

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#14 - Margrethe Vestager

#14 - Margrethe Vestager
#Porque sobe - Margrethe Vestager já deu provas de que não cede a pressões, nem tem medo de fazer frente a gigantes ou poderes instalados. Chumbou megafusões e avançou com multas milionárias, aumentando, assim, a sua influência política dentro e fora da Europa. Apesar de o seu nome ter sido falado para a presidência da Comissão Europeia, o cargo foi ocupado pela alemã Ursula von der Leyen. No entanto, isso não roubou influência ou mediatismo a Vestager. Antes pelo contrário. Hoje, é ainda mais poderosa.

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#15 - Mário Centeno

#15 - Mário Centeno
#Porque desce - Mário Centeno recuou 12 posições, do anterior terceiro lugar, para o atual 15.º, porque saiu de dois cargos fundamentais na economia nacional e internacional: deixou de ser ministro das Finanças, e saiu da presidência do Eurogrupo. Ainda assim, mantém um poder elevado porque passou diretamente para governador do Banco de Portugal. Vai estar a monitorizar o sistema financeiro num momento em que a crise económica provocada pela pandemia testa a resistência da banca.

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#16 - Ursula von der Leyen

#16 - Ursula von der Leyen
#Porque entra - Eleita presidente da Comissão Europeia há pouco mais de um ano, o seu nome foi uma surpresa, surgindo pela mão de Emmanuel Macron como uma solução de última hora para desbloquear o impasse criado na Europa. Se os primeiros meses foram difíceis, a chegada da pandemia virou do avesso os planos de Ursula von der Leyen. Os críticos dizem que tem sido incapaz de se impor aos Estados, mas a verdade é que também recolheu louros no acordo histórico da última cimeira. E ouviremos falar muito dela nos próximos tempos.

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#17 - João Lourenço

#17 - João Lourenço
#Porque desce - No plano económico, a influência que Angola exerce sobre Portugal tem vindo a definhar, até por força do desmoronamento do império empresarial de Isabel dos Santos. A crise provocou ainda uma diminuição da importância de Angola para as empresas nacionais. Acresce que esta recessão, de natureza global, também complica a vida de João Lourenço no plano interno, na medida em que frusta os seus desejos de captação de investimento externo e diversificação da economia.

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#18 - Pedro Siza Vieira

#18 - Pedro Siza Vieira
#Porque entra - É o número dois do Governo e um dos homens em quem o primeiro-ministro deposita mais confiança. A crise pandémica colocou Siza Vieira debaixo dos holofotes que até então lhe escapavam, apesar de já ser reconhecido antes como o "ministro das empresas". Foi o rosto e o pulso da medida mais decisiva do plano de contenção de danos do Governo, o lay-off simplificado. Será um dos grandes responsáveis por traçar os destinos da "bazuca" de fundos europeus que aí vem.

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#19 - Paulo Azevedo

#19 - Paulo Azevedo
#Porque sobe - Estava em rota descendente na lista ao sair da presidência executiva do grupo Sonae. Mas a pandemia deu um papel acrescido ao "chairman" da empresa de distribuição, que teve uma missão difícil de continuar a laboral em pleno estado de emergência com limitações e casos de covid-19 na sua plataforma logística da Azambuja. Paulo esteve ao lado da irmã. E ainda desferiu novo ato de poder ao lançar, de uma assentada, duas ofertas públicas de aquisição através da "holding" da família sobre a Sonae Capital e sobre a Sonae Indústria.

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#20 - Vasco de Mello

#20 - Vasco de Mello
#Porque desce - Vasco de Mello desce no "ranking" dos Mais Poderosos em particular pela subida de outros protagonistas. O empresário fechou em plena pandemia a venda de 40,6% da Brisa por 1,2 mil milhões de euros. Um encaixe que servirá para reduzir a dívida do grupo e investir em atuais e novos negócios. O império da família é hoje mais pequeno do que há 10 anos, mas a sobrevivência do legado do bisavô Alfredo da Silva foi assegurada. Vasco de Mello acredita que entregará o grupo à quinta geração melhor do que o recebeu.

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#21 - João Leão

#21 - João Leão
#Porque entraJoão Leão entra na tabela dos Mais Poderosos no ano em que salta de secretário de Estado do Orçamento para ministro das Finanças. Com a crise económica a pressionar as contas públicas, ocupa um papel central na definição da política dos próximos anos. Já defendeu e aprovou o Orçamento suplementar, terá de negociar e aprovar o Orçamento do Estado para 2021 e precisará de articular a estratégia orçamental com o plano de recuperação europeu - isto sem esquecer a crise sanitária provocada pela covid-19.

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#22 - José Luís Arnaut

#22 - José Luís Arnaut
#Porque desce - Na edição dos Mais Poderosos de 2020, José Luís Arnaut mantém uma posição relevante, mas surge posicionado dois lugares abaixo face do "ranking" do ano passado. Mais do que perder protagonismo, o que faz com que recue na lista são as novas entradas por força da conjuntura marcada pela pandemia. De resto, o advogado continua a ser uma figura incontornável nas múltiplas áreas da economia e da sociedade portuguesa a que se encontra ligado por razões profissionais e não só.

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#23 - Paulo Fernandes

#23 - Paulo Fernandes
#Porque desce - A mais mediática participação de Paulo Fernandes é a Cofina, que detém títulos como o Correio da Manhã, a CMTV, o Record e o Negócios. Em maio, tomou a decisão de deixar de publicar a revista Máxima, justificando-a com a alteração do consumo e com a crise dos media. Esta não tem dado tréguas, agravada agora com a pandemia. Foi também a crise pandémica que levou a quebras nos lucros já este ano na Ramada e na Altri, o porta-aviões de Paulo Fernandes, e um dos maiores exportadores nacionais. 

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#24 - Dionísio Pestana

#24 - Dionísio Pestana
#Porque desce - Dionísio Pestana é presença constante no "ranking" desde 2013, a mesma altura em que o turismo começou a assumir cada vez maior peso na economia portuguesa. Nos últimos três anos, com os sucessivos recordes alcançados pelo setor e a expansão do grupo Pestana, o empresário foi reforçando o poder, chegando ao 21.º lugar no ano passado. Desce ligeiramente em 2020, ano em que, ainda antes de ser marcado por completo por uma pandemia, já era esperada uma mudança de ciclo no turismo.  

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#25 - Luís Marques Mendes

#25 - Luís Marques Mendes
#Porque desce - As intervenções de Luís Marques Mendes ao domingo na SIC continuam com audiências elevadas e a causar "estragos" todas as semanas no mundo da política e das empresas. Não há outro comentador que ombreie consigo em influência, que se estende ao mundo da advocacia e dos negócios através da Abreu Advogados. A sua descida no "ranking" dos Mais Poderosos prende-se, sobretudo, com a subida de outras personalidades.

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#26 - Gonzalo Gortázar

#26 - Gonzalo Gortázar
#Porque sobe - Gonzalo Gortázar integra a lista dos Mais Poderosos desde que o CaixaBank iniciou a tomada de controlo do BPI. Com a melhoria dos resultados do banco em Portugal, tem vindo a subir no "ranking". Num ano em que a banca é chamada a dar resposta a uma das maiores crises dos últimos anos, o banqueiro espanhol volta a ver o seu poder reforçado. A consolidação do setor, em que o grupo ibérico é apontado como potencial protagonista, pode vir a dar-lhe ainda mais destaque.  

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#27 - Carlos Tavares

#27 - Carlos Tavares

#Porque mantém - Numa altura em que a indústria automóvel passa por sérias dificuldades devido ao impacto da pandemia da covid-19, Carlos Tavares conseguiu manter a PSA nos lucros, embora com uma forte queda nas vendas. E continua em curso a megafusão com a Fiat Chrysler Automobiles (FCA), que dará origem ao quarto maior fabricante automóvel mundial. Carlos Tavares será o CEO da nova entidade, a Stellantis, durante pelo menos os primeiros cinco anos. Assim, o gestor português mantém o seu lugar na lista dos Mais Poderosos.

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#28 - António Rios Amorim

#28 - António Rios Amorim
#Porque sobe - Sobrinho de Américo Amorim (que morreu a 13 de julho de 2017), a quem sucedeu à frente da Corticeira Amorim há já quase duas décadas, António Rios Amorim tem brilhado no cargo. Consolidando a liderança mundial do setor, alia o crescimento orgânico a uma forte dinâmica de aquisições, sem deixar de acelerar na inovação, testando novos produtos e tecnologias. E agora aposta, num ato inédito de investimento na plantação suberícola intensiva, em antecipar a extração de cortiça de 25 para 10 anos.  

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#29 - João Castello Branco

#29 - João Castello Branco

#Porque desce - João Castello Branco entrou no ano passado para o "ranking" dos Mais Poderosos na sequência da morte de Pedro Queiroz Pereira em 2018, sendo agora ele a dar a cara pelo maior grupo industrial nacional. O CEO da Semapa desce este ano uma posição, mas pela ascensão de outros protagonistas. A pandemia obrigou o grupo a reagir cortando fortemente os custos de forma a assegurar a sua sustentabilidade financeira, numa altura em que Castello Branco quer imprimir a marca da responsabilidade ambiental e social ao grupo.

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#30 - António Mota

#30 - António Mota
#Porque sobe - A Mota-Engil chegou ao final de 2019 com um volume de negócios recorde e uma carteira de encomendas de 5,4 mil milhões de euros. O grupo continua a ganhar adjudicações nas três geografias em que está presente, tendo a parceria firmada com a China Communications Construction Co. começado já a dar frutos. No entanto, em Portugal, António Mota continua a ver a "armada espanhola" ficar com as grandes obras. A pandemia não obrigou o grupo a recorrer ao lay-off, mas travou o pagamento de dividendos e prémios. 

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#31 - Rui Rio

#31 - Rui Rio
#Porque sobe - Rui Rio falhou o primeiro assalto ao poder nas legislativas de 6 de outubro de 2019, mas assegurou a permanência no cargo nas diretas do PSD, em janeiro, o que pode valer uma segunda tentativa de chegar a primeiro-ministro, dependendo do calendário da legislatura. Lidera agora a oposição a um Executivo que já não tem acordos assinados à esquerda e que, devido à pandemia, procura entendimentos alargados com os sociais-democratas, cujo líder passa a ter mais capacidade de influenciar as medidas do Governo.

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#32 - António Ramalho

#32 - António Ramalho
#Porque desce - A "limpeza" do legado que herdou do Banco Espírito Santo tem levado o Novo Banco, sob a liderança de António Ramalho, a registar perdas avultadas e a pedir, todos os anos, injeções de capital ao Fundo de Resolução para repor os rácios de capital. Operações que têm mantido a instituição financeira e o gestor debaixo de fogo. As críticas têm chovido de todos os quadrantes da sociedade, desde o Presidente da República ao primeiro-ministro até aos partidos da esquerda à direita. O seu mandato termina este ano.

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#33 - João Vieira de Almeida

#33 - João Vieira de Almeida
#Porque sobe - A participação destacada da sociedade de advogados que é por si liderada na venda da Brisa, considerada uma das maiores transações do ano a nível europeu, bastaria para justificar a subida no de João Vieira de Almeida no "ranking", ainda que seja de apenas um lugar. Além do mais, a sua firma de advocacia terá ocupado a primeira posição do pódio em termos de faturação - 66 milhões de euros em 2019 - no conjunto das sociedades de advogados nacionais.

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#34 - Francisco Pinto Balsemão

#34 - Francisco Pinto Balsemão
#Porque sobe - Francisco Pinto Balsemão, presidente da Impresa, que detém o Expresso e a SIC, sobe este ano no "ranking" dos Mais Poderosos pelos ajustamentos na lista. Está, no entanto, praticamente ao mesmo nível dos anos anteriores. O Expresso, durante a pandemia, até aumentou as vendas. E a SIC manteve-se líder em sinal aberto, mesmo tendo perdido Cristina Ferreira. Devido à covid-19, o Governo antecipou a compra de espaço publicitário na comunicação social. A Impresa foi a que mais recebeu.

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#35 - Pedro Nuno Santos

#35 - Pedro Nuno Santos
#Porque desce - O reforço de relevância que a crise económica trouxe para as áreas tuteladas pelo ministro das Infraestruturas e da Habitação não foi suficiente para impedir a queda de quatro posições no ranking do Negócios. Esta deve-se, sobretudo, à degradação das relações entre Pedro Nuno Santos e o primeiro-ministro, António Costa, que pode reduzir a margem de atuação do ministro. Dentro do PS, Pedro Nuno Santos mantém grande influência, que o deixa bem colocado para vir a suceder a António Costa na liderança do partido.

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#36 - Catarina Martins

#36 - Catarina Martins
#Porque sobe - É coordenadora do terceiro maior partido e pode ser decisiva para a estabilidade política dos próximos anos. No ranking dos poderosos do Negócios desde 2016, Catarina Martins sobe ligeiramente em 2020 sobretudo por uma questão relativa, devido a outras descidas. Embora tenha o poder de viabilizar um Orçamento do Estado, não é a única. Perdeu influência desde que, nas últimas eleições, em outubro do ano passado, o PS reforçou a sua posição e recusou um acordo com o Bloco para a legislatura.

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#37 - Jorge Magalhães Correia

#37 - Jorge Magalhães Correia
#Porque sobe - Jorge Magalhães Correia é quem dá a cara pela Fosun em Portugal. Uma relação de confiança cada vez mais próxima e que tem alimentado o protagonismo do "partner" global do grupo chinês. Está à frente da Fidelidade, a maior seguradora em território nacional, mas é também vice-presidente do conselho de administração do BCP, onde trabalha lado a lado com Nuno Amado e Miguel Maya. Além disso, o gestor marca presença na administração da REN e da Luz Saúde.

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#38 - Elisa Ferreira

#38 - Elisa Ferreira
#Porque reentra - Após integrar, até 2018, o ranking do Negócios por ser número dois do Banco de Portugal, no ano passado Elisa Ferreira não constou da lista dos Mais Poderosos, ausência que refletiu a saída do banco central para a Comissão Europeia. Pertencer ao órgão executivo da União Europeia é, por si só, sinónimo de poder. Mas sendo Portugal um dos chamados países da coesão e estando a caminho um volume recorde de fundos europeus, a comissária portuguesa terá palavra decisiva sobre os futuros apoios e investimentos.

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#39 - Lucília Gago

#39 - Lucília Gago
#Porque sobe - A PGR não está pessoalmente envolvida nas investigações, mas é aqui o rosto da instituição. Além disso, é ela quem comanda toda a cadeia hierárquica e quem decide quem está onde, nos vários cargos de maior poder e responsabilidade dentro da estrutura, para onde indica ou nomeia pessoas da sua confiança. Nos últimos anos o Ministério Público tem protagonizado grandes investigações na criminalidade económica e as acusações e pronúncias estão agora a aparecer, como o caso BES ou Tancos.

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#40 - Margarida Matos Rosa

#40 - Margarida Matos Rosa
#Porque sobe - A Autoridade da Concorrência é só por si uma entidade poderosa. Tem-no demonstrado nos últimos anos, com a condenação, por práticas anticoncorrenciais, de grandes empresas nacionais, das telecomunicações à energia, passando, claro, pelo sistema financeiro. O ano passado ficou concluída a acusação há muito esperada do designado cartel da banca. Agora a prova virá do tribunal. Margarida Matos Rosa ficará, já, para a história pela mão pesada para com os poderosos do país.

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#41 - Miguel Stilwell de Andrade

#41 - Miguel Stilwell de Andrade
#Porque entra - Miguel Stilwell de Andrade assumiu em julho os comandos da EDP, a empresa mais valiosa do PSI-20. Uma função que está a ser assumida interinamente, após a suspensão de António Mexia no âmbito da investigação ao caso EDP, mas que só por si vale um lugar no "ranking" dos Mais Poderosos. E é ele que está a liderar o processo do aumento de capital da elétrica para reforçar a sua presença em Espanha, acumulando as suas habituais funções de administrador financeiro com a liderança executiva e estratégica da EDP.

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#42 - Edmundo Martinho

#42 - Edmundo Martinho
#Porque entra - As consequências sociais da pandemia vieram alargar o papel da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, o que justifica a estreia de Edmundo Martinho. A dimensão do orçamento que gere é elucidativa do peso económico desta instituição, com um historial recente de investimentos envolto em polémica. Muito ligado a Vieira da Silva, Edmundo Martinho foi durante o governo de Sócrates presidente do Instituto da Segurança Social, que está a transferir competências e equipamentos para a Santa Casa.

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#43 - Gabriela Figueiredo Dias

#43 - Gabriela Figueiredo Dias
#Porque sobe - Lidera a CMVM há quase quatro anos, um período no qual se tem batido pela defesa dos direitos dos investidores e pelo desenvolvimento dos mercados. Além da fraca visibilidade do mercado português, tem ainda lidado com dossiês difíceis, como as falhas de fiscalização no BES - cuja ação da CMVM levou ao cancelamento de atividade de auditores da KPMG -, o Luanda Leaks e, mais recentemente, a pandemia. O governo das sociedades é uma área onde identifica falhas, preocupando-a o caso EDP, que levou à suspensão de gestores.

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#44 - Jerónimo de Sousa

#44 - Jerónimo de Sousa
#Porque sobe - A subida de uma posição de Jerónimo de Sousa no ranking dos mais poderosos deve-se a ajustamentos de terceiros. De 2019 para 2020 pouco mudou em matéria de poder. Pessoalmente, Jerónimo pode estar a um passo de deixar de ser secretário-geral - o congresso realiza-se em novembro -, mas o seu poder é o do cargo que ocupa e esse mantém-se igual. A geringonça está fragilizada mas ainda é com ela que o Governo conta para se manter no poder. E aí - por vontade do PS, é certo - o PCP é o partido-chave.

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#45 - Graça Freitas

#45 - Graça Freitas
#Porque entra - Na frente do combate à pandemia desde março, Graça Freitas entra este ano para o top dos poderosos sobretudo pela influência mediática que tem. Ouvida diariamente por milhares de portugueses, as recomendações da diretora-geral da Saúde têm impactos diretos na economia, o que fez também com que ganhasse influência política. Embora mais recentemente esteja algo fragilizada, Graça Freitas ficará na história como a diretora-geral da Saúde que combateu a mais dura crise de Saúde Pública dos últimos anos.

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#46 - Fernando Medina

#46 - Fernando Medina
#Porque entra - Apesar das dificuldades que enfrenta, na sequência da pandemia, Lisboa passou os últimos anos a subir pontos nos rankings turísticos internacionais e encheu os cofres com as taxas cobradas aos visitantes. Anunciando obra, Fernando Medina soube retirar dividendos disso. Dentro do PS, tem um percurso muito bem definido, ainda que também com concorrência aberta. Na câmara e fora dela, granjeia apoios da esquerda à direita. Protegido do primeiro-ministro, é admirado por Ferro Rodrigues, Marcelo e até Marques Mendes.

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#47 - Alexandre Fonseca

#47 - Alexandre Fonseca
#Porque entra - Alexandre Fonseca lidera a antiga PT desde novembro de 2017 o que, só por si, justifica a influência do gestor em Portugal. Tem nas suas mãos o futuro de cerca de 8 mil trabalhadores diretos e 10 mil indiretos, bem como a gestão de uma carteira de mais de 7 milhões de clientes. E já demonstrou que tem o apoio e confiança total do acionista para gerir o mercado português. Razão pela qual este ano entra nos Mais Poderosos, em substituição de Patrick Drahi, fundador do grupo Altice.

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#48 - Miguel Almeida

#48 - Miguel Almeida
#Porque reentra - Miguel Almeida não tem tido uma presença constante na lista. Este ano, porém, fruto da forte resiliência que o setor demonstrou durante uma crise pandémica, Miguel Almeida volta a integrar o "ranking" dos Mais Poderosos. Além disso, o gestor já deu provas que consegue ultrapassar vários tipos de obstáculos, como a instabilidade acionista originada pelo Luanda Leaks ou os prejuízos do primeiro trimestre. E que, quando entra numa batalha, é para sair vencedor.

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#49 - Humberto Pedrosa

#49 - Humberto Pedrosa

#Porque reentra - Humberto Pedrosa integrou a lista dos Mais Poderosos do Negócios em 2015, ano em que se associou a David Neeleman para ganhar a privatização da TAP. Com um império nos transportes - desde autocarros a comboios, passando por metros ligeiros -, fez este ano parte da solução para a companhia aérea nacional, a viver uma forte crise devido à pandemia. O ministro das Infraestruturas chamou-lhe "empresário patriota". Pedrosa provou que entra nos negócios para ficar.

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#50 - Carlos Alexandre

#50 - Carlos Alexandre
#Porque entra - Carlos Alexandre foi o magistrado que, no Tribunal Central de Investigação Criminal, deu voz de prisão a José Sócrates em 2014, mantendo-o em prisão preventiva por quase um ano. Foram anos de grande agitação para a justiça e agora, o protagonismo de Carlos Alexandre volta a marcar presença. Desta vez tem em mãos casos como o da EDO - em que ordenou recentemente a suspensão de funções de António Mexia e Manso Neto, ou o de Tancos, no âmbito do qual acaba de ser acusado o ex-ministro da Defesa.

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